{"id":8519,"date":"2012-04-23T11:05:00","date_gmt":"2012-04-23T11:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/barreiroweb.eu\/?guid=7d93cdb6a4023759703e1c66c942fb78"},"modified":"2012-04-23T11:05:47","modified_gmt":"2012-04-23T11:05:47","slug":"25-de-abril-19742012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8519","title":{"rendered":"25 DE ABRIL (1974\/2012)"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-DRriluKwV2A\/T5U2hnn-uOI\/AAAAAAAAAX8\/fBprfqRuTLU\/s1600\/abril+2012.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\" rel=\"lightbox[8519]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"480\" qda=\"true\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-DRriluKwV2A\/T5U2hnn-uOI\/AAAAAAAAAX8\/fBprfqRuTLU\/s640\/abril+2012.jpg\" width=\"640\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: blue; font-size: x-large;\"><strong>ABRIL EM PORTUGAL <\/strong><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: blue; font-size: x-large;\"><strong><\/strong><\/span><\/div>\n<p><span style=\"font-size: x-large;\"><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><\/div>\n<p><strong><span style=\"color: blue;\"><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: blue; font-size: x-large;\"><strong>38 ANOS DEPOIS- LIBERDADE?! <\/strong><\/span><\/div>\n<p>Em 25 de Abril a a\u00e7\u00e3o do Povo e do MFA foi a chave que abriu as portas da esperan\u00e7a a um povo amorda\u00e7ado. Trouxe o sabor da palavra LIBERDADE, particularmente, a todos os que nas pris\u00f5es de Caxias, Aljube ou Peniche, na clandestinidade, nos campos, nas f\u00e1bricas, nas escolas, nas coletividades, cooperativas e sindicatos sempre resistiram, enfrentando a intimida\u00e7\u00e3o e a repress\u00e3o de um regime fascista, respons\u00e1vel por 13 anos de guerra colonial, pela emigra\u00e7\u00e3o clandestina de centenas de milhar de portugueses e por uma taxa de analfabetismo n\u00e3o compar\u00e1vel \u00e0 de qualquer outro pa\u00eds europeu. <\/p>\n<p>Uma esperan\u00e7a que crescia com a Liberdade, feita cravo de junho em 25 de Abril nos canos das espingardas. Este era o sinal de um novo caminho, o in\u00edcio de uma viragem hist\u00f3rica, que mais do que uma recorda\u00e7\u00e3o \u00e9 uma luta que persiste, um caminho que, ainda, falta cumprir.<\/p>\n<p>Muito do que foi jurado, em 2 de Abril de 1976, com a aprova\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa, n\u00e3o se cumpriu.<\/p>\n<p>E a esta dist\u00e2ncia n\u00e3o deixa de ser curioso e significativo pensar que no dia 26 de Abril de 1974 todo, ou quase todo o Portugal, era democrata e revolucion\u00e1rio, o que significaria, \u00e0 priori, que o fascismo, o colonialismo, analfabetismo e a repress\u00e3o, s\u00f3 faria parte do imagin\u00e1rio de alguns. Esta ser\u00e1 uma das primeiras li\u00e7\u00f5es a tirar, como cumprir uma constitui\u00e7\u00e3o t\u00e3o progressista, com este quadro de hipocrisia?<\/p>\n<p>A segunda li\u00e7\u00e3o reflete-se na forma como nos acomod\u00e1mos a uma democracia representativa e nos esquecemos de estar atentos e lutar, no uso do direito que a Lei Fundamental nos confere, em cada momento crucial para o cumprimento dos Direitos e as Liberdades garantes de uma vida melhor e mais justa para todos.<\/p>\n<p>Com os desgovernos dos que representam os mandantes do regresso ao passado, hoje, j\u00e1 nem todos t\u00eam escola, hoje 100 estudantes por dia desistem dos seus cursos universit\u00e1rios, por n\u00e3o terem como pag\u00e1-los. Hoje volt\u00e1mos a ter \u201chomens que nunca foram meninos\u201d, gente no desemprego, fome e medo. O nosso quotidiano \u00e9 gerido por uma informa\u00e7\u00e3o distorcida e eivada de inverdades, onde h\u00e1 dita sem contradita e a presen\u00e7a de pol\u00edticos e comentadores que s\u00e3o h\u00e1beis na utiliza\u00e7\u00e3o do tal \u201cManto di\u00e1fano que esconde a verdade \u201c\u00e9 constante porque o mais importante, para eles, \u00e9 que todos tenhamos a certeza de que a realidade por que passamos, embora injusta \u00e9 necess\u00e1ria, ou seja temos que aceitar ser, mais uma vez explorados, convictos de que n\u00e3o h\u00e1 outras alternativas. <\/p>\n<p>Por\u00e9m o direito de votar \u00e9 livre, por isso a observa\u00e7\u00e3o atenta \u00e9 fundamental para que, na hora de decidir em quem votar, a cruzinha seja colocada no quadradinho certo, com a consci\u00eancia de que o fazemos pensando que, ao faz\u00ea-lo, opt\u00e1mos pelo bem da sociedade de que fazemos parte, tendo em conta o presente e o futuro.<\/p>\n<p>Mas o voto ser\u00e1 mesmo um exerc\u00edcio de liberdade, neste contexto de manipula\u00e7\u00e3o dos portugueses? Como prenda de ABRIL corresponde a um direito que anteriormente n\u00e3o tinhamos, significando, deste modo uma conquista da Liberdade, mas n\u00e3o \u00e9 a arma do Povo, como nos tentam fazer crer. S\u00f3 poder\u00e1 ser uma arma do Povo, quando a cidadania for um ato real de participa\u00e7\u00e3o quotidiana na vida coletiva, quando soubermos compreender o mundo em que vivemos e formos capazes de construir um futuro melhor para todo. Nesta cruzada o conhecimento, a mem\u00f3ria e o amor s\u00e3o de facto armas eficazes. <\/p>\n<p>Os que nos t\u00eam desgovernado nas tr\u00eas d\u00e9cadas p\u00f3s &#8211; ABRIL, contam com o apoio de \u201cGrandes Fam\u00edlias Grandes Empresas\u201d (Edi\u00e7\u00f5es D. Quixote), que como se de um jogo de Xadrez se trate, basta-lhes mudar umas pedras no tabuleiro do poder. Manter o Rei, a Rainha e os Bispos, porque as Torres da resist\u00eancia est\u00e3o e s\u00e3o limitadas nas a\u00e7\u00f5es que o jogo de interesses imp\u00f5e e, quanto aos Pe\u00f5es, jogam no pressuposto da mem\u00f3ria curta, das crises criadas por eles pr\u00f3prios e dos MEDOS que levam \u00e0 sujei\u00e7\u00e3o \u00e0 Lei da Oferta e da Procura em que os pe\u00f5es s\u00e3o vistos e tratados como mercadoria negoci\u00e1vel e descart\u00e1vel. <\/p>\n<p>Se muito protestarem, sacodem-se umas migalhas da toalha da abastan\u00e7a do Poder, com pequenas ced\u00eancias aqui e ali. Receita conhecida. A pol\u00edtica de benesses e comendas, da cunha institucionalizada, do compadrio e sil\u00eancios c\u00famplices, produtora de ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres, torna este canteiro \u00e0 beira mar plantado (ora sujeito \u00e0 inger\u00eancia externa \u2013 autoridade que o povo n\u00e3o lhe conferiu) no pa\u00eds europeu onde as desigualdades sociais s\u00e3o mais evidentes e se acentuam passo a passo.<\/p>\n<p>H\u00c1 QUE DIZER BASTA!&#8230; 38 Anos depois onde est\u00e1 a Liberdade?!<\/p>\n<p>O conhecimento e o empenho coletivo s\u00e3o as armas mais eficazes para combater o obscurantismo, as ditaduras camufladas que levam \u00e0s desigualdades sociais, tenham o nome que tiverem.<\/p>\n<p>Recordar e Viver o ABRIL que floresceu em MAIO, \u00e9 ter esperan\u00e7a num futuro mais justo, mais fraterno e mais igual. \u00c9 CONTINUAR A LUTAR PELA LIBERDADE.<\/p>\n<p><span style=\"color: blue; font-size: large;\"><strong>ARFER<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-DRriluKwV2A\/T5U2hnn-uOI\/AAAAAAAAAX8\/fBprfqRuTLU\/s1600\/abril+2012.jpg\" imageanchor=\"1\" rel=\"lightbox[8519]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"480\" qda=\"true\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-DRriluKwV2A\/T5U2hnn-uOI\/AAAAAAAAAX8\/fBprfqRuTLU\/s640\/abril+2012.jpg\" width=\"640\"\/><\/a><\/div>\n<div><span><strong>ABRIL EM PORTUGAL <\/strong><\/span><\/div>\n<div><span><strong><\/strong><\/span><\/div>\n<p><span><\/p>\n<div><\/div>\n<p><strong><span><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<div><span><strong>38 ANOS DEPOIS- LIBERDADE?! <\/strong><\/span><\/div>\n<p>Em 25 de Abril a a&ccedil;&atilde;o do Povo e do MFA foi a chave que abriu as portas da esperan&ccedil;a a um povo amorda&ccedil;ado. Trouxe o sabor da palavra LIBERDADE, particularmente, a todos os que nas pris&otilde;es de Caxias, Aljube ou Peniche, na clandestinidade, nos campos, nas f&aacute;bricas, nas escolas, nas coletividades, cooperativas e sindicatos sempre resistiram, enfrentando a intimida&ccedil;&atilde;o e a repress&atilde;o de um regime fascista, respons&aacute;vel por 13 anos de guerra colonial, pela emigra&ccedil;&atilde;o clandestina de centenas de milhar de portugueses e por uma taxa de analfabetismo n&atilde;o compar&aacute;vel &agrave; de qualquer outro pa&iacute;s europeu. <\/p>\n<p>Uma esperan&ccedil;a que crescia com a Liberdade, feita cravo de junho em 25 de Abril nos canos das espingardas. Este era o sinal de um novo caminho, o in&iacute;cio de uma viragem hist&oacute;rica, que mais do que uma recorda&ccedil;&atilde;o &eacute; uma luta que persiste, um caminho que, ainda, falta cumprir.<\/p>\n<p>Muito do que foi jurado, em 2 de Abril de 1976, com a aprova&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa, n&atilde;o se cumpriu.<\/p>\n<p>E a esta dist&acirc;ncia n&atilde;o deixa de ser curioso e significativo pensar que no dia 26 de Abril de 1974 todo, ou quase todo o Portugal, era democrata e revolucion&aacute;rio, o que significaria, &agrave; priori, que o fascismo, o colonialismo, analfabetismo e a repress&atilde;o, s&oacute; faria parte do imagin&aacute;rio de alguns. Esta ser&aacute; uma das primeiras li&ccedil;&otilde;es a tirar, como cumprir uma constitui&ccedil;&atilde;o t&atilde;o progressista, com este quadro de hipocrisia?<\/p>\n<p>A segunda li&ccedil;&atilde;o reflete-se na forma como nos acomod&aacute;mos a uma democracia representativa e nos esquecemos de estar atentos e lutar, no uso do direito que a Lei Fundamental nos confere, em cada momento crucial para o cumprimento dos Direitos e as Liberdades garantes de uma vida melhor e mais justa para todos.<\/p>\n<p>Com os desgovernos dos que representam os mandantes do regresso ao passado, hoje, j&aacute; nem todos t&ecirc;m escola, hoje 100 estudantes por dia desistem dos seus cursos universit&aacute;rios, por n&atilde;o terem como pag&aacute;-los. Hoje volt&aacute;mos a ter &ldquo;homens que nunca foram meninos&rdquo;, gente no desemprego, fome e medo. O nosso quotidiano &eacute; gerido por uma informa&ccedil;&atilde;o distorcida e eivada de inverdades, onde h&aacute; dita sem contradita e a presen&ccedil;a de pol&iacute;ticos e comentadores que s&atilde;o h&aacute;beis na utiliza&ccedil;&atilde;o do tal &ldquo;Manto di&aacute;fano que esconde a verdade &ldquo;&eacute; constante porque o mais importante, para eles, &eacute; que todos tenhamos a certeza de que a realidade por que passamos, embora injusta &eacute; necess&aacute;ria, ou seja temos que aceitar ser, mais uma vez explorados, convictos de que n&atilde;o h&aacute; outras alternativas. <\/p>\n<p>Por&eacute;m o direito de votar &eacute; livre, por isso a observa&ccedil;&atilde;o atenta &eacute; fundamental para que, na hora de decidir em quem votar, a cruzinha seja colocada no quadradinho certo, com a consci&ecirc;ncia de que o fazemos pensando que, ao faz&ecirc;-lo, opt&aacute;mos pelo bem da sociedade de que fazemos parte, tendo em conta o presente e o futuro.<\/p>\n<p>Mas o voto ser&aacute; mesmo um exerc&iacute;cio de liberdade, neste contexto de manipula&ccedil;&atilde;o dos portugueses? Como prenda de ABRIL corresponde a um direito que anteriormente n&atilde;o tinhamos, significando, deste modo uma conquista da Liberdade, mas n&atilde;o &eacute; a arma do Povo, como nos tentam fazer crer. S&oacute; poder&aacute; ser uma arma do Povo, quando a cidadania for um ato real de participa&ccedil;&atilde;o quotidiana na vida coletiva, quando soubermos compreender o mundo em que vivemos e formos capazes de construir um futuro melhor para todo. Nesta cruzada o conhecimento, a mem&oacute;ria e o amor s&atilde;o de facto armas eficazes. <\/p>\n<p>Os que nos t&ecirc;m desgovernado nas tr&ecirc;s d&eacute;cadas p&oacute;s &#8211; ABRIL, contam com o apoio de &ldquo;Grandes Fam&iacute;lias Grandes Empresas&rdquo; (Edi&ccedil;&otilde;es D. Quixote), que como se de um jogo de Xadrez se trate, basta-lhes mudar umas pedras no tabuleiro do poder. Manter o Rei, a Rainha e os Bispos, porque as Torres da resist&ecirc;ncia est&atilde;o e s&atilde;o limitadas nas a&ccedil;&otilde;es que o jogo de interesses imp&otilde;e e, quanto aos Pe&otilde;es, jogam no pressuposto da mem&oacute;ria curta, das crises criadas por eles pr&oacute;prios e dos MEDOS que levam &agrave; sujei&ccedil;&atilde;o &agrave; Lei da Oferta e da Procura em que os pe&otilde;es s&atilde;o vistos e tratados como mercadoria negoci&aacute;vel e descart&aacute;vel. <\/p>\n<p>Se muito protestarem, sacodem-se umas migalhas da toalha da abastan&ccedil;a do Poder, com pequenas ced&ecirc;ncias aqui e ali. Receita conhecida. A pol&iacute;tica de benesses e comendas, da cunha institucionalizada, do compadrio e sil&ecirc;ncios c&uacute;mplices, produtora de ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres, torna este canteiro &agrave; beira mar plantado (ora sujeito &agrave; inger&ecirc;ncia externa &ndash; autoridade que o povo n&atilde;o lhe conferiu) no pa&iacute;s europeu onde as desigualdades sociais s&atilde;o mais evidentes e se acentuam passo a passo.<\/p>\n<p>H&Aacute; QUE DIZER BASTA!&#8230; 38 Anos depois onde est&aacute; a Liberdade?!<\/p>\n<p>O conhecimento e o empenho coletivo s&atilde;o as armas mais eficazes para combater o obscurantismo, as ditaduras camufladas que levam &agrave;s desigualdades sociais, tenham o nome que tiverem.<\/p>\n<p>Recordar e Viver o ABRIL que floresceu em MAIO, &eacute; ter esperan&ccedil;a num futuro mais justo, mais fraterno e mais igual. &Eacute; CONTINUAR A LUTAR PELA LIBERDADE.<\/p>\n<p><span><strong>ARFER<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-8519","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eventos","last_archivepost"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>25 DE ABRIL (1974\/2012) - barreiroweb<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8519\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"25 DE ABRIL (1974\/2012) - barreiroweb\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"ABRIL EM PORTUGAL 38 ANOS DEPOIS- LIBERDADE?! 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Este era o sinal de um novo caminho, o in&iacute;cio de uma viragem hist&oacute;rica, que mais do que uma recorda&ccedil;&atilde;o &eacute; uma luta que persiste, um caminho que, ainda, falta cumprir.Muito do que foi jurado, em 2 de Abril de 1976, com a aprova&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa, n&atilde;o se cumpriu.E a esta dist&acirc;ncia n&atilde;o deixa de ser curioso e significativo pensar que no dia 26 de Abril de 1974 todo, ou quase todo o Portugal, era democrata e revolucion&aacute;rio, o que significaria, &agrave; priori, que o fascismo, o colonialismo, analfabetismo e a repress&atilde;o, s&oacute; faria parte do imagin&aacute;rio de alguns. Esta ser&aacute; uma das primeiras li&ccedil;&otilde;es a tirar, como cumprir uma constitui&ccedil;&atilde;o t&atilde;o progressista, com este quadro de hipocrisia?A segunda li&ccedil;&atilde;o reflete-se na forma como nos acomod&aacute;mos a uma democracia representativa e nos esquecemos de estar atentos e lutar, no uso do direito que a Lei Fundamental nos confere, em cada momento crucial para o cumprimento dos Direitos e as Liberdades garantes de uma vida melhor e mais justa para todos.Com os desgovernos dos que representam os mandantes do regresso ao passado, hoje, j&aacute; nem todos t&ecirc;m escola, hoje 100 estudantes por dia desistem dos seus cursos universit&aacute;rios, por n&atilde;o terem como pag&aacute;-los. Hoje volt&aacute;mos a ter &ldquo;homens que nunca foram meninos&rdquo;, gente no desemprego, fome e medo. O nosso quotidiano &eacute; gerido por uma informa&ccedil;&atilde;o distorcida e eivada de inverdades, onde h&aacute; dita sem contradita e a presen&ccedil;a de pol&iacute;ticos e comentadores que s&atilde;o h&aacute;beis na utiliza&ccedil;&atilde;o do tal &ldquo;Manto di&aacute;fano que esconde a verdade &ldquo;&eacute; constante porque o mais importante, para eles, &eacute; que todos tenhamos a certeza de que a realidade por que passamos, embora injusta &eacute; necess&aacute;ria, ou seja temos que aceitar ser, mais uma vez explorados, convictos de que n&atilde;o h&aacute; outras alternativas. Por&eacute;m o direito de votar &eacute; livre, por isso a observa&ccedil;&atilde;o atenta &eacute; fundamental para que, na hora de decidir em quem votar, a cruzinha seja colocada no quadradinho certo, com a consci&ecirc;ncia de que o fazemos pensando que, ao faz&ecirc;-lo, opt&aacute;mos pelo bem da sociedade de que fazemos parte, tendo em conta o presente e o futuro.Mas o voto ser&aacute; mesmo um exerc&iacute;cio de liberdade, neste contexto de manipula&ccedil;&atilde;o dos portugueses? Como prenda de ABRIL corresponde a um direito que anteriormente n&atilde;o tinhamos, significando, deste modo uma conquista da Liberdade, mas n&atilde;o &eacute; a arma do Povo, como nos tentam fazer crer. S&oacute; poder&aacute; ser uma arma do Povo, quando a cidadania for um ato real de participa&ccedil;&atilde;o quotidiana na vida coletiva, quando soubermos compreender o mundo em que vivemos e formos capazes de construir um futuro melhor para todo. Nesta cruzada o conhecimento, a mem&oacute;ria e o amor s&atilde;o de facto armas eficazes. Os que nos t&ecirc;m desgovernado nas tr&ecirc;s d&eacute;cadas p&oacute;s - ABRIL, contam com o apoio de &ldquo;Grandes Fam&iacute;lias Grandes Empresas&rdquo; (Edi&ccedil;&otilde;es D. Quixote), que como se de um jogo de Xadrez se trate, basta-lhes mudar umas pedras no tabuleiro do poder. Manter o Rei, a Rainha e os Bispos, porque as Torres da resist&ecirc;ncia est&atilde;o e s&atilde;o limitadas nas a&ccedil;&otilde;es que o jogo de interesses imp&otilde;e e, quanto aos Pe&otilde;es, jogam no pressuposto da mem&oacute;ria curta, das crises criadas por eles pr&oacute;prios e dos MEDOS que levam &agrave; sujei&ccedil;&atilde;o &agrave; Lei da Oferta e da Procura em que os pe&otilde;es s&atilde;o vistos e tratados como mercadoria negoci&aacute;vel e descart&aacute;vel. Se muito protestarem, sacodem-se umas migalhas da toalha da abastan&ccedil;a do Poder, com pequenas ced&ecirc;ncias aqui e ali. 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Em 25 de Abril a a&ccedil;&atilde;o do Povo e do MFA foi a chave que abriu as portas da esperan&ccedil;a a um povo amorda&ccedil;ado. Trouxe o sabor da palavra LIBERDADE, particularmente, a todos os que nas pris&otilde;es de Caxias, Aljube ou Peniche, na clandestinidade, nos campos, nas f&aacute;bricas, nas escolas, nas coletividades, cooperativas e sindicatos sempre resistiram, enfrentando a intimida&ccedil;&atilde;o e a repress&atilde;o de um regime fascista, respons&aacute;vel por 13 anos de guerra colonial, pela emigra&ccedil;&atilde;o clandestina de centenas de milhar de portugueses e por uma taxa de analfabetismo n&atilde;o compar&aacute;vel &agrave; de qualquer outro pa&iacute;s europeu. Uma esperan&ccedil;a que crescia com a Liberdade, feita cravo de junho em 25 de Abril nos canos das espingardas. Este era o sinal de um novo caminho, o in&iacute;cio de uma viragem hist&oacute;rica, que mais do que uma recorda&ccedil;&atilde;o &eacute; uma luta que persiste, um caminho que, ainda, falta cumprir.Muito do que foi jurado, em 2 de Abril de 1976, com a aprova&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa, n&atilde;o se cumpriu.E a esta dist&acirc;ncia n&atilde;o deixa de ser curioso e significativo pensar que no dia 26 de Abril de 1974 todo, ou quase todo o Portugal, era democrata e revolucion&aacute;rio, o que significaria, &agrave; priori, que o fascismo, o colonialismo, analfabetismo e a repress&atilde;o, s&oacute; faria parte do imagin&aacute;rio de alguns. Esta ser&aacute; uma das primeiras li&ccedil;&otilde;es a tirar, como cumprir uma constitui&ccedil;&atilde;o t&atilde;o progressista, com este quadro de hipocrisia?A segunda li&ccedil;&atilde;o reflete-se na forma como nos acomod&aacute;mos a uma democracia representativa e nos esquecemos de estar atentos e lutar, no uso do direito que a Lei Fundamental nos confere, em cada momento crucial para o cumprimento dos Direitos e as Liberdades garantes de uma vida melhor e mais justa para todos.Com os desgovernos dos que representam os mandantes do regresso ao passado, hoje, j&aacute; nem todos t&ecirc;m escola, hoje 100 estudantes por dia desistem dos seus cursos universit&aacute;rios, por n&atilde;o terem como pag&aacute;-los. Hoje volt&aacute;mos a ter &ldquo;homens que nunca foram meninos&rdquo;, gente no desemprego, fome e medo. O nosso quotidiano &eacute; gerido por uma informa&ccedil;&atilde;o distorcida e eivada de inverdades, onde h&aacute; dita sem contradita e a presen&ccedil;a de pol&iacute;ticos e comentadores que s&atilde;o h&aacute;beis na utiliza&ccedil;&atilde;o do tal &ldquo;Manto di&aacute;fano que esconde a verdade &ldquo;&eacute; constante porque o mais importante, para eles, &eacute; que todos tenhamos a certeza de que a realidade por que passamos, embora injusta &eacute; necess&aacute;ria, ou seja temos que aceitar ser, mais uma vez explorados, convictos de que n&atilde;o h&aacute; outras alternativas. Por&eacute;m o direito de votar &eacute; livre, por isso a observa&ccedil;&atilde;o atenta &eacute; fundamental para que, na hora de decidir em quem votar, a cruzinha seja colocada no quadradinho certo, com a consci&ecirc;ncia de que o fazemos pensando que, ao faz&ecirc;-lo, opt&aacute;mos pelo bem da sociedade de que fazemos parte, tendo em conta o presente e o futuro.Mas o voto ser&aacute; mesmo um exerc&iacute;cio de liberdade, neste contexto de manipula&ccedil;&atilde;o dos portugueses? Como prenda de ABRIL corresponde a um direito que anteriormente n&atilde;o tinhamos, significando, deste modo uma conquista da Liberdade, mas n&atilde;o &eacute; a arma do Povo, como nos tentam fazer crer. S&oacute; poder&aacute; ser uma arma do Povo, quando a cidadania for um ato real de participa&ccedil;&atilde;o quotidiana na vida coletiva, quando soubermos compreender o mundo em que vivemos e formos capazes de construir um futuro melhor para todo. Nesta cruzada o conhecimento, a mem&oacute;ria e o amor s&atilde;o de facto armas eficazes. Os que nos t&ecirc;m desgovernado nas tr&ecirc;s d&eacute;cadas p&oacute;s - ABRIL, contam com o apoio de &ldquo;Grandes Fam&iacute;lias Grandes Empresas&rdquo; (Edi&ccedil;&otilde;es D. Quixote), que como se de um jogo de Xadrez se trate, basta-lhes mudar umas pedras no tabuleiro do poder. Manter o Rei, a Rainha e os Bispos, porque as Torres da resist&ecirc;ncia est&atilde;o e s&atilde;o limitadas nas a&ccedil;&otilde;es que o jogo de interesses imp&otilde;e e, quanto aos Pe&otilde;es, jogam no pressuposto da mem&oacute;ria curta, das crises criadas por eles pr&oacute;prios e dos MEDOS que levam &agrave; sujei&ccedil;&atilde;o &agrave; Lei da Oferta e da Procura em que os pe&otilde;es s&atilde;o vistos e tratados como mercadoria negoci&aacute;vel e descart&aacute;vel. Se muito protestarem, sacodem-se umas migalhas da toalha da abastan&ccedil;a do Poder, com pequenas ced&ecirc;ncias aqui e ali. Receita conhecida. A pol&iacute;tica de benesses e comendas, da cunha institucionalizada, do compadrio e sil&ecirc;ncios c&uacute;mplices, produtora de ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres, torna este canteiro &agrave; beira mar plantado (ora sujeito &agrave; inger&ecirc;ncia externa &ndash; autoridade que o povo n&atilde;o lhe conferiu) no pa&iacute;s europeu onde as desigualdades sociais s&atilde;o mais evidentes e se acentuam passo a passo.H&Aacute; QUE DIZER BASTA!... 38 Anos depois onde est&aacute; a Liberdade?!O conhecimento e o empenho coletivo s&atilde;o as armas mais eficazes para combater o obscurantismo, as ditaduras camufladas que levam &agrave;s desigualdades sociais, tenham o nome que tiverem.Recordar e Viver o ABRIL que floresceu em MAIO, &eacute; ter esperan&ccedil;a num futuro mais justo, mais fraterno e mais igual. &Eacute; CONTINUAR A LUTAR PELA LIBERDADE.ARFER","og_url":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8519","og_site_name":"barreiroweb","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/barreiroweb","article_published_time":"2012-04-23T11:05:00+00:00","article_modified_time":"2012-04-23T11:05:47+00:00","og_image":[{"url":"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-DRriluKwV2A\/T5U2hnn-uOI\/AAAAAAAAAX8\/fBprfqRuTLU\/s640\/abril+2012.jpg","type":"","width":"","height":""}],"twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@barreiroweb","twitter_site":"@barreiroweb","twitter_misc":{"Escrito por":"","Tempo estimado de leitura":"5 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8519#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8519"},"author":{"name":"","@id":""},"headline":"25 DE ABRIL (1974\/2012)","datePublished":"2012-04-23T11:05:00+00:00","dateModified":"2012-04-23T11:05:47+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8519"},"wordCount":903,"publisher":{"@id":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8519#primaryimage"},"thumbnailUrl":"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-DRriluKwV2A\/T5U2hnn-uOI\/AAAAAAAAAX8\/fBprfqRuTLU\/s640\/abril+2012.jpg","articleSection":["Eventos"],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8519","url":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8519","name":"25 DE ABRIL (1974\/2012) - 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