{"id":8516,"date":"2012-06-13T20:51:00","date_gmt":"2012-06-13T20:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/barreiroweb.eu\/?guid=d61cf15d10de069990d47a0d5232ba72"},"modified":"2012-06-13T20:51:05","modified_gmt":"2012-06-13T20:51:05","slug":"tradicionais-marchas-populares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8516","title":{"rendered":"TRADICIONAIS ? MARCHAS POPULARES"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-n168oHOe79Y\/T9j7k7mxlDI\/AAAAAAAAAY4\/hTfTaHjQTFk\/s1600\/Marchas+de+Lisboa+++2012.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\" rel=\"lightbox[8516]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"424\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-n168oHOe79Y\/T9j7k7mxlDI\/AAAAAAAAAY4\/hTfTaHjQTFk\/s640\/Marchas+de+Lisboa+++2012.jpg\" width=\"640\" \/><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 10pt;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\"><span style=\"font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; font-size: 16pt; line-height: 115%;\">MARCHAS DITAS POPULARES DE LISBOA \u2026 A BANDA PASSA \u2026QUEM LEMBRA A DESGRA\u00c7A?<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">  <\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; line-height: 115%;\">Q espet\u00e1culo JUNINO, mas n\u00e3o genu\u00edno, repete-se cada vez mais sofisticado. Oitenta anos depois, marchantes, padrinhos, arcos e bal\u00f5es desfilaram na avenida da LIBERDADE. Foram dezoito os bairros apresentados a concurso, desta vez a marcha do Alto do Pina foi a vencedora, parab\u00e9ns.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">  <span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; line-height: 115%;\">Dezoito bairros marcharam \/ recriaram tradi\u00e7\u00f5es imaginadas \/ Em frente ao Parque Mayer \/ M\u00fasica, dan\u00e7a, arcos e bal\u00f5es \/ Um espet\u00e1culo a n\u00e3o perder.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">  <\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;\">E porque, gente coisa \u00e9 outra fina \/ o pr\u00e9mio coube ao Alto do Pina. Para que n\u00e3o falhe a mem\u00f3ria \/ c\u00e1 vai um pouco de hist\u00f3ria. <\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;\"><o:p> <strong><span style=\"background: rgb(255, 229, 153); color: blue; font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;; mso-bidi-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-bidi-theme-font: minor-bidi;\"><span style=\"mso-spacerun: yes;\">&nbsp;<\/span>MARCHAS POPULARES OU INVEN\u00c7\u00c3O DO FOLCLORE CITADINO<\/span><\/strong><span style=\"color: #333333; font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\"><br \/><\/span><\/o:p><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;\"><o:p><span style=\"color: #333333; font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\">As Festas Populares eram manifesta\u00e7\u00f5es culturais que espelhavam a identidade de quem as produzia.<br \/>Os Arraiais eram comuns nas aldeias, vilas ou bairros da cidade, estavam associados ao SOLST\u00cdCIO de Ver\u00e3o, de origem Pag\u00e3. Era tradi\u00e7\u00e3o queimar as coisas velhas, e da\u00ed a origem das fogueiras juninas.<br \/>Nos casos espec\u00edficos dos bairros da cidade de LISBOA, as festividades populares n\u00e3o fogem \u00e0 regra e t\u00eam, nas mais variadas representa\u00e7\u00f5es, a sua identidade, no FADO, nas CEGADAS (representa\u00e7\u00f5es teatrais de rua), nas rodas e cantares \u00e0 volta da fogueira, 0nde, tamb\u00e9m, a simbologia do bairro estava presente.<br \/>A partir de fins do Sec. XVIII surge o culto do Santo Ant\u00f3nio, que o Clero e o governo da cidade elegeram como patrono popular, passando S. Vicente a mero s\u00edmbolo da cidade.<br \/>Apesar do contacto e interliga\u00e7\u00e3o com outras culturas e outros h\u00e1bitos, as \u201cmarcas\u201d bairristas v\u00e3o sendo representadas nas festas tradicionais da cidade onde o culto de Santo Ant\u00f3nio prevaleceu. As marchas \u201cditas\u201dpopulares que sucederam \u00e0s marchas \u201cAux Flambeaux\u201d, popularmente chamadas de \u201cFulamb\u00f3\u201dque percorriam as ruas do bairro e dos bairros adjacentes, em grandes filas, acompanhadas das bandas filarm\u00f3nicas do bairro ou das designadas \u201ctroupes\u201d( estas sim, as marcadamente de raiz popular).<br \/>Assim, as marchas populares, deixaram de o ser, ainda que aparentemente o sejam. A partir do M\u00eas de Junho de 1932 passaram a ser um produto de folclore urbano, com obedi\u00eancia a regras e princ\u00edpios, devidamente regulamentados e com a encena\u00e7\u00e3o adequada aos prop\u00f3sitos regimentais, como que um complemento da \u201cCASA PORTUGUESA\u201d de Raul Lino, \u00e9 mais uma pe\u00e7a do puzle inserida no projecto de folcloriza\u00e7\u00e3o do Estado Novo Portugu\u00eas.<br \/>\u00c9 na sequ\u00eancia das comemora\u00e7\u00f5es do 28 de Maio, em 1932, que o \u201cNot\u00edcias Ilustrado\u201dno seu n\u00famero especial sobre a efem\u00e9ride, anuncia o 1\u00ba concurso das marchas. Um espect\u00e1culo capaz de mobilizar a aten\u00e7\u00e3o dos Lisboetas. No dia 12 de Junho de 1932 a sala do \u201cCapit\u00f3lio\u201denchia. Um \u00eaxito popular, segundo a imprensa da \u00e9poca.<br \/>O director do \u201cNoticias Ilustrado\u201dera, nem mais nem menos, Jos\u00e9 Leit\u00e3o de Barros, tamb\u00e9m realizador de cinema, promotor cultural e muito ligado a ANT\u00d3NIO FERRO o respons\u00e1vel pela pol\u00edtica de PROPAGANDA do Regime, criador do Secretariado da Propaganda Nacional. A \u201cideia-proposta\u201dde Leit\u00e3o de Barros vai no sentido de satisfazer a vontade de Campos Figueira, director do Parque Mayer, no sentido de criar em Junho desse ano (1932) um espect\u00e1culo capaz de mobilizar a aten\u00e7\u00e3o dos lisboetas, pensado, dito e feito, caiu como sopa no mel. Foram convidadas a participar as colectividades de cada bairro, sendo que a produ\u00e7\u00e3o estaria a cargo do Parque Mayer .<br \/>A propaganda de promo\u00e7\u00e3o foi intensa e a mobiliza\u00e7\u00e3o popular aconteceu.<br style=\"mso-special-character: line-break;\" \/><\/span><span style=\"color: #333333; font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\">Este projecto, apresentado como que fazendo parte da tradi\u00e7\u00e3o, era o ideal, numa altura em que bem mais importante que veicular ideias, importava, isso sim, distrair o POVO, em cumprimento da Cartilha Cultural de ANT\u00d3NIO FERRO.<br \/>Pouco importar\u00e1 se as marchas que se apresentaram no palco do \u201cCapit\u00f3lio\u201d, em 12 de Junho, foram as do Alto do Pina, de Campo de Ourique, Bairro Alto ou Alfama, o que conta foi o sucesso popular que teve e principalmente porque foi um ve\u00edculo de apoio \u00e0 propaganda do regime Salazarista.<br \/>O concurso das marchas populares regressou, em for\u00e7a, no ano de 1934, concorreram ent\u00e3o 12 Bairros. O Munic\u00edpio de Lisboa chamou a si a organiza\u00e7\u00e3o e integrou-as no que designou por Festas da Cidade.<br \/>Se em 1934 as marchas celebraram o 10 de Junho (como Dia da Ra\u00e7a); em 1940 assinalaram os Descobrimentos Portugueses; de 1941 a 1946 n\u00e3o desfilaram, foi o tempo da 2\u00aa Guerra Mundial; em 1947 comemorou-se a conquista de Lisboa aos Mouros por D. Afonso Henriques e em 1973 o tema foi o Grande Desfile Popular do Mundo Lus\u00edada.<br \/>A cidade acabou por se apropriar das marchas como s\u00edmbolo de uma identidade perdida, entre o rural (Ex. m. de Benfica) mas quanto \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o das festas e dos santos populares constitui uma novidade, acabando at\u00e9 por potenciar a tradi\u00e7\u00e3o dos arraiais e dos bailes populares.<br \/>As CEGADAS, essas, foram politicamente extintas e a representa\u00e7\u00e3o transferida para os palcos, onde o controle da censura era mais eficaz.<br \/>Desta forma, tento fazer lembrar que as \u201cMarchas (ditas) Populares\u201dforam uma encena\u00e7\u00e3o criada com objectivos concretos, tal como muito do folclore rural que foi criado (a partir dos anos 30) e que hoje representam um espect\u00e1culo que, conjuntamente com outros, fazem parte do programa das festas da cidade. N\u00e3o s\u00e3o uma tradi\u00e7\u00e3o cultural, mas um espect\u00e1culo em que atrav\u00e9s de simbologia pr\u00f3pria manifesta o prop\u00f3sito de nos mostrar algo que tem ou teve a ver com o Bairro que representam.<\/p>\n<p><\/span><strong><span style=\"color: blue; font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;; mso-bidi-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-bidi-theme-font: minor-bidi;\">ARFER 2002<\/span><\/strong><span style=\"color: #333333; font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/o:p><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;\">  <\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-n168oHOe79Y\/T9j7k7mxlDI\/AAAAAAAAAY4\/hTfTaHjQTFk\/s1600\/Marchas+de+Lisboa+++2012.jpg\" imageanchor=\"1\" rel=\"lightbox[8516]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"424\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-n168oHOe79Y\/T9j7k7mxlDI\/AAAAAAAAAY4\/hTfTaHjQTFk\/s640\/Marchas+de+Lisboa+++2012.jpg\" width=\"640\"\/><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div><b><span>MARCHAS DITAS POPULARES DE LISBOA &hellip; A BANDA PASSA &hellip;QUEM LEMBRA A DESGRA&Ccedil;A?<\/p>\n<p><\/span><\/b><\/div>\n<div>  <\/div>\n<div><span>Q espet&aacute;culo JUNINO, mas n&atilde;o genu&iacute;no, repete-se cada vez mais sofisticado. Oitenta anos depois, marchantes, padrinhos, arcos e bal&otilde;es desfilaram na avenida da LIBERDADE. Foram dezoito os bairros apresentados a concurso, desta vez a marcha do Alto do Pina foi a vencedora, parab&eacute;ns.<\/p>\n<p><\/span><\/div>\n<div>  <span>Dezoito bairros marcharam \/ recriaram tradi&ccedil;&otilde;es imaginadas \/ Em frente ao Parque Mayer \/ M&uacute;sica, dan&ccedil;a, arcos e bal&otilde;es \/ Um espet&aacute;culo a n&atilde;o perder.<\/p>\n<p><\/span><\/div>\n<div>  <\/div>\n<div><span>E porque, gente coisa &eacute; outra fina \/ o pr&eacute;mio coube ao Alto do Pina. Para que n&atilde;o falhe a mem&oacute;ria \/ c&aacute; vai um pouco de hist&oacute;ria. <\/span><\/div>\n<div><span><\/p>\n<p><strong><span><span>&nbsp;<\/span>MARCHAS POPULARES OU INVEN&Ccedil;&Atilde;O DO FOLCLORE CITADINO<\/span><\/strong><span><br \/><\/span><\/p>\n<p><\/span><\/div>\n<div><span><\/p>\n<p><span>As Festas Populares eram manifesta&ccedil;&otilde;es culturais que espelhavam a identidade de quem as produzia.<br \/>Os Arraiais eram comuns nas aldeias, vilas ou bairros da cidade, estavam associados ao SOLST&Iacute;CIO de Ver&atilde;o, de origem Pag&atilde;. Era tradi&ccedil;&atilde;o queimar as coisas velhas, e da&iacute; a origem das fogueiras juninas.<br \/>Nos casos espec&iacute;ficos dos bairros da cidade de LISBOA, as festividades populares n&atilde;o fogem &agrave; regra e t&ecirc;m, nas mais variadas representa&ccedil;&otilde;es, a sua identidade, no FADO, nas CEGADAS (representa&ccedil;&otilde;es teatrais de rua), nas rodas e cantares &agrave; volta da fogueira, 0nde, tamb&eacute;m, a simbologia do bairro estava presente.<br \/>A partir de fins do Sec. XVIII surge o culto do Santo Ant&oacute;nio, que o Clero e o governo da cidade elegeram como patrono popular, passando S. Vicente a mero s&iacute;mbolo da cidade.<br \/>Apesar do contacto e interliga&ccedil;&atilde;o com outras culturas e outros h&aacute;bitos, as &ldquo;marcas&rdquo; bairristas v&atilde;o sendo representadas nas festas tradicionais da cidade onde o culto de Santo Ant&oacute;nio prevaleceu. As marchas &ldquo;ditas&rdquo;populares que sucederam &agrave;s marchas &ldquo;Aux Flambeaux&rdquo;, popularmente chamadas de &ldquo;Fulamb&oacute;&rdquo;que percorriam as ruas do bairro e dos bairros adjacentes, em grandes filas, acompanhadas das bandas filarm&oacute;nicas do bairro ou das designadas &ldquo;troupes&rdquo;( estas sim, as marcadamente de raiz popular).<br \/>Assim, as marchas populares, deixaram de o ser, ainda que aparentemente o sejam. A partir do M&ecirc;s de Junho de 1932 passaram a ser um produto de folclore urbano, com obedi&ecirc;ncia a regras e princ&iacute;pios, devidamente regulamentados e com a encena&ccedil;&atilde;o adequada aos prop&oacute;sitos regimentais, como que um complemento da &ldquo;CASA PORTUGUESA&rdquo; de Raul Lino, &eacute; mais uma pe&ccedil;a do puzle inserida no projecto de folcloriza&ccedil;&atilde;o do Estado Novo Portugu&ecirc;s.<br \/>&Eacute; na sequ&ecirc;ncia das comemora&ccedil;&otilde;es do 28 de Maio, em 1932, que o &ldquo;Not&iacute;cias Ilustrado&rdquo;no seu n&uacute;mero especial sobre a efem&eacute;ride, anuncia o 1&ordm; concurso das marchas. Um espect&aacute;culo capaz de mobilizar a aten&ccedil;&atilde;o dos Lisboetas. No dia 12 de Junho de 1932 a sala do &ldquo;Capit&oacute;lio&rdquo;enchia. Um &ecirc;xito popular, segundo a imprensa da &eacute;poca.<br \/>O director do &ldquo;Noticias Ilustrado&rdquo;era, nem mais nem menos, Jos&eacute; Leit&atilde;o de Barros, tamb&eacute;m realizador de cinema, promotor cultural e muito ligado a ANT&Oacute;NIO FERRO o respons&aacute;vel pela pol&iacute;tica de PROPAGANDA do Regime, criador do Secretariado da Propaganda Nacional. A &ldquo;ideia-proposta&rdquo;de Leit&atilde;o de Barros vai no sentido de satisfazer a vontade de Campos Figueira, director do Parque Mayer, no sentido de criar em Junho desse ano (1932) um espect&aacute;culo capaz de mobilizar a aten&ccedil;&atilde;o dos lisboetas, pensado, dito e feito, caiu como sopa no mel. Foram convidadas a participar as colectividades de cada bairro, sendo que a produ&ccedil;&atilde;o estaria a cargo do Parque Mayer .<br \/>A propaganda de promo&ccedil;&atilde;o foi intensa e a mobiliza&ccedil;&atilde;o popular aconteceu.<br \/><\/span><span>Este projecto, apresentado como que fazendo parte da tradi&ccedil;&atilde;o, era o ideal, numa altura em que bem mais importante que veicular ideias, importava, isso sim, distrair o POVO, em cumprimento da Cartilha Cultural de ANT&Oacute;NIO FERRO.<br \/>Pouco importar&aacute; se as marchas que se apresentaram no palco do &ldquo;Capit&oacute;lio&rdquo;, em 12 de Junho, foram as do Alto do Pina, de Campo de Ourique, Bairro Alto ou Alfama, o que conta foi o sucesso popular que teve e principalmente porque foi um ve&iacute;culo de apoio &agrave; propaganda do regime Salazarista.<br \/>O concurso das marchas populares regressou, em for&ccedil;a, no ano de 1934, concorreram ent&atilde;o 12 Bairros. O Munic&iacute;pio de Lisboa chamou a si a organiza&ccedil;&atilde;o e integrou-as no que designou por Festas da Cidade.<br \/>Se em 1934 as marchas celebraram o 10 de Junho (como Dia da Ra&ccedil;a); em 1940 assinalaram os Descobrimentos Portugueses; de 1941 a 1946 n&atilde;o desfilaram, foi o tempo da 2&ordf; Guerra Mundial; em 1947 comemorou-se a conquista de Lisboa aos Mouros por D. Afonso Henriques e em 1973 o tema foi o Grande Desfile Popular do Mundo Lus&iacute;ada.<br \/>A cidade acabou por se apropriar das marchas como s&iacute;mbolo de uma identidade perdida, entre o rural (Ex. m. de Benfica) mas quanto &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o das festas e dos santos populares constitui uma novidade, acabando at&eacute; por potenciar a tradi&ccedil;&atilde;o dos arraiais e dos bailes populares.<br \/>As CEGADAS, essas, foram politicamente extintas e a representa&ccedil;&atilde;o transferida para os palcos, onde o controle da censura era mais eficaz.<br \/>Desta forma, tento fazer lembrar que as &ldquo;Marchas (ditas) Populares&rdquo;foram uma encena&ccedil;&atilde;o criada com objectivos concretos, tal como muito do folclore rural que foi criado (a partir dos anos 30) e que hoje representam um espect&aacute;culo que, conjuntamente com outros, fazem parte do programa das festas da cidade. N&atilde;o s&atilde;o uma tradi&ccedil;&atilde;o cultural, mas um espect&aacute;culo em que atrav&eacute;s de simbologia pr&oacute;pria manifesta o prop&oacute;sito de nos mostrar algo que tem ou teve a ver com o Bairro que representam.<\/p>\n<p><\/span><strong><span>ARFER 2002<\/span><\/strong><span><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p><\/span><\/div>\n<div>  <\/div>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-8516","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eventos","last_archivepost"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>TRADICIONAIS ? MARCHAS POPULARES - barreiroweb<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8516\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"TRADICIONAIS ? MARCHAS POPULARES - barreiroweb\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"MARCHAS DITAS POPULARES DE LISBOA &hellip; A BANDA PASSA &hellip;QUEM LEMBRA A DESGRA&Ccedil;A? Q espet&aacute;culo JUNINO, mas n&atilde;o genu&iacute;no, repete-se cada vez mais sofisticado. Oitenta anos depois, marchantes, padrinhos, arcos e bal&otilde;es desfilaram na avenida da LIBERDADE. Foram dezoito os bairros apresentados a concurso, desta vez a marcha do Alto do Pina foi a vencedora, parab&eacute;ns. Dezoito bairros marcharam \/ recriaram tradi&ccedil;&otilde;es imaginadas \/ Em frente ao Parque Mayer \/ M&uacute;sica, dan&ccedil;a, arcos e bal&otilde;es \/ Um espet&aacute;culo a n&atilde;o perder. E porque, gente coisa &eacute; outra fina \/ o pr&eacute;mio coube ao Alto do Pina. Para que n&atilde;o falhe a mem&oacute;ria \/ c&aacute; vai um pouco de hist&oacute;ria. &nbsp;MARCHAS POPULARES OU INVEN&Ccedil;&Atilde;O DO FOLCLORE CITADINOAs Festas Populares eram manifesta&ccedil;&otilde;es culturais que espelhavam a identidade de quem as produzia.Os Arraiais eram comuns nas aldeias, vilas ou bairros da cidade, estavam associados ao SOLST&Iacute;CIO de Ver&atilde;o, de origem Pag&atilde;. Era tradi&ccedil;&atilde;o queimar as coisas velhas, e da&iacute; a origem das fogueiras juninas.Nos casos espec&iacute;ficos dos bairros da cidade de LISBOA, as festividades populares n&atilde;o fogem &agrave; regra e t&ecirc;m, nas mais variadas representa&ccedil;&otilde;es, a sua identidade, no FADO, nas CEGADAS (representa&ccedil;&otilde;es teatrais de rua), nas rodas e cantares &agrave; volta da fogueira, 0nde, tamb&eacute;m, a simbologia do bairro estava presente.A partir de fins do Sec. XVIII surge o culto do Santo Ant&oacute;nio, que o Clero e o governo da cidade elegeram como patrono popular, passando S. Vicente a mero s&iacute;mbolo da cidade.Apesar do contacto e interliga&ccedil;&atilde;o com outras culturas e outros h&aacute;bitos, as &ldquo;marcas&rdquo; bairristas v&atilde;o sendo representadas nas festas tradicionais da cidade onde o culto de Santo Ant&oacute;nio prevaleceu. As marchas &ldquo;ditas&rdquo;populares que sucederam &agrave;s marchas &ldquo;Aux Flambeaux&rdquo;, popularmente chamadas de &ldquo;Fulamb&oacute;&rdquo;que percorriam as ruas do bairro e dos bairros adjacentes, em grandes filas, acompanhadas das bandas filarm&oacute;nicas do bairro ou das designadas &ldquo;troupes&rdquo;( estas sim, as marcadamente de raiz popular).Assim, as marchas populares, deixaram de o ser, ainda que aparentemente o sejam. A partir do M&ecirc;s de Junho de 1932 passaram a ser um produto de folclore urbano, com obedi&ecirc;ncia a regras e princ&iacute;pios, devidamente regulamentados e com a encena&ccedil;&atilde;o adequada aos prop&oacute;sitos regimentais, como que um complemento da &ldquo;CASA PORTUGUESA&rdquo; de Raul Lino, &eacute; mais uma pe&ccedil;a do puzle inserida no projecto de folcloriza&ccedil;&atilde;o do Estado Novo Portugu&ecirc;s.&Eacute; na sequ&ecirc;ncia das comemora&ccedil;&otilde;es do 28 de Maio, em 1932, que o &ldquo;Not&iacute;cias Ilustrado&rdquo;no seu n&uacute;mero especial sobre a efem&eacute;ride, anuncia o 1&ordm; concurso das marchas. Um espect&aacute;culo capaz de mobilizar a aten&ccedil;&atilde;o dos Lisboetas. No dia 12 de Junho de 1932 a sala do &ldquo;Capit&oacute;lio&rdquo;enchia. Um &ecirc;xito popular, segundo a imprensa da &eacute;poca.O director do &ldquo;Noticias Ilustrado&rdquo;era, nem mais nem menos, Jos&eacute; Leit&atilde;o de Barros, tamb&eacute;m realizador de cinema, promotor cultural e muito ligado a ANT&Oacute;NIO FERRO o respons&aacute;vel pela pol&iacute;tica de PROPAGANDA do Regime, criador do Secretariado da Propaganda Nacional. A &ldquo;ideia-proposta&rdquo;de Leit&atilde;o de Barros vai no sentido de satisfazer a vontade de Campos Figueira, director do Parque Mayer, no sentido de criar em Junho desse ano (1932) um espect&aacute;culo capaz de mobilizar a aten&ccedil;&atilde;o dos lisboetas, pensado, dito e feito, caiu como sopa no mel. Foram convidadas a participar as colectividades de cada bairro, sendo que a produ&ccedil;&atilde;o estaria a cargo do Parque Mayer .A propaganda de promo&ccedil;&atilde;o foi intensa e a mobiliza&ccedil;&atilde;o popular aconteceu.Este projecto, apresentado como que fazendo parte da tradi&ccedil;&atilde;o, era o ideal, numa altura em que bem mais importante que veicular ideias, importava, isso sim, distrair o POVO, em cumprimento da Cartilha Cultural de ANT&Oacute;NIO FERRO.Pouco importar&aacute; se as marchas que se apresentaram no palco do &ldquo;Capit&oacute;lio&rdquo;, em 12 de Junho, foram as do Alto do Pina, de Campo de Ourique, Bairro Alto ou Alfama, o que conta foi o sucesso popular que teve e principalmente porque foi um ve&iacute;culo de apoio &agrave; propaganda do regime Salazarista.O concurso das marchas populares regressou, em for&ccedil;a, no ano de 1934, concorreram ent&atilde;o 12 Bairros. O Munic&iacute;pio de Lisboa chamou a si a organiza&ccedil;&atilde;o e integrou-as no que designou por Festas da Cidade.Se em 1934 as marchas celebraram o 10 de Junho (como Dia da Ra&ccedil;a); em 1940 assinalaram os Descobrimentos Portugueses; de 1941 a 1946 n&atilde;o desfilaram, foi o tempo da 2&ordf; Guerra Mundial; em 1947 comemorou-se a conquista de Lisboa aos Mouros por D. Afonso Henriques e em 1973 o tema foi o Grande Desfile Popular do Mundo Lus&iacute;ada.A cidade acabou por se apropriar das marchas como s&iacute;mbolo de uma identidade perdida, entre o rural (Ex. m. de Benfica) mas quanto &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o das festas e dos santos populares constitui uma novidade, acabando at&eacute; por potenciar a tradi&ccedil;&atilde;o dos arraiais e dos bailes populares.As CEGADAS, essas, foram politicamente extintas e a representa&ccedil;&atilde;o transferida para os palcos, onde o controle da censura era mais eficaz.Desta forma, tento fazer lembrar que as &ldquo;Marchas (ditas) Populares&rdquo;foram uma encena&ccedil;&atilde;o criada com objectivos concretos, tal como muito do folclore rural que foi criado (a partir dos anos 30) e que hoje representam um espect&aacute;culo que, conjuntamente com outros, fazem parte do programa das festas da cidade. 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E porque, gente coisa &eacute; outra fina \/ o pr&eacute;mio coube ao Alto do Pina. Para que n&atilde;o falhe a mem&oacute;ria \/ c&aacute; vai um pouco de hist&oacute;ria. &nbsp;MARCHAS POPULARES OU INVEN&Ccedil;&Atilde;O DO FOLCLORE CITADINOAs Festas Populares eram manifesta&ccedil;&otilde;es culturais que espelhavam a identidade de quem as produzia.Os Arraiais eram comuns nas aldeias, vilas ou bairros da cidade, estavam associados ao SOLST&Iacute;CIO de Ver&atilde;o, de origem Pag&atilde;. Era tradi&ccedil;&atilde;o queimar as coisas velhas, e da&iacute; a origem das fogueiras juninas.Nos casos espec&iacute;ficos dos bairros da cidade de LISBOA, as festividades populares n&atilde;o fogem &agrave; regra e t&ecirc;m, nas mais variadas representa&ccedil;&otilde;es, a sua identidade, no FADO, nas CEGADAS (representa&ccedil;&otilde;es teatrais de rua), nas rodas e cantares &agrave; volta da fogueira, 0nde, tamb&eacute;m, a simbologia do bairro estava presente.A partir de fins do Sec. XVIII surge o culto do Santo Ant&oacute;nio, que o Clero e o governo da cidade elegeram como patrono popular, passando S. Vicente a mero s&iacute;mbolo da cidade.Apesar do contacto e interliga&ccedil;&atilde;o com outras culturas e outros h&aacute;bitos, as &ldquo;marcas&rdquo; bairristas v&atilde;o sendo representadas nas festas tradicionais da cidade onde o culto de Santo Ant&oacute;nio prevaleceu. As marchas &ldquo;ditas&rdquo;populares que sucederam &agrave;s marchas &ldquo;Aux Flambeaux&rdquo;, popularmente chamadas de &ldquo;Fulamb&oacute;&rdquo;que percorriam as ruas do bairro e dos bairros adjacentes, em grandes filas, acompanhadas das bandas filarm&oacute;nicas do bairro ou das designadas &ldquo;troupes&rdquo;( estas sim, as marcadamente de raiz popular).Assim, as marchas populares, deixaram de o ser, ainda que aparentemente o sejam. A partir do M&ecirc;s de Junho de 1932 passaram a ser um produto de folclore urbano, com obedi&ecirc;ncia a regras e princ&iacute;pios, devidamente regulamentados e com a encena&ccedil;&atilde;o adequada aos prop&oacute;sitos regimentais, como que um complemento da &ldquo;CASA PORTUGUESA&rdquo; de Raul Lino, &eacute; mais uma pe&ccedil;a do puzle inserida no projecto de folcloriza&ccedil;&atilde;o do Estado Novo Portugu&ecirc;s.&Eacute; na sequ&ecirc;ncia das comemora&ccedil;&otilde;es do 28 de Maio, em 1932, que o &ldquo;Not&iacute;cias Ilustrado&rdquo;no seu n&uacute;mero especial sobre a efem&eacute;ride, anuncia o 1&ordm; concurso das marchas. Um espect&aacute;culo capaz de mobilizar a aten&ccedil;&atilde;o dos Lisboetas. No dia 12 de Junho de 1932 a sala do &ldquo;Capit&oacute;lio&rdquo;enchia. Um &ecirc;xito popular, segundo a imprensa da &eacute;poca.O director do &ldquo;Noticias Ilustrado&rdquo;era, nem mais nem menos, Jos&eacute; Leit&atilde;o de Barros, tamb&eacute;m realizador de cinema, promotor cultural e muito ligado a ANT&Oacute;NIO FERRO o respons&aacute;vel pela pol&iacute;tica de PROPAGANDA do Regime, criador do Secretariado da Propaganda Nacional. A &ldquo;ideia-proposta&rdquo;de Leit&atilde;o de Barros vai no sentido de satisfazer a vontade de Campos Figueira, director do Parque Mayer, no sentido de criar em Junho desse ano (1932) um espect&aacute;culo capaz de mobilizar a aten&ccedil;&atilde;o dos lisboetas, pensado, dito e feito, caiu como sopa no mel. Foram convidadas a participar as colectividades de cada bairro, sendo que a produ&ccedil;&atilde;o estaria a cargo do Parque Mayer .A propaganda de promo&ccedil;&atilde;o foi intensa e a mobiliza&ccedil;&atilde;o popular aconteceu.Este projecto, apresentado como que fazendo parte da tradi&ccedil;&atilde;o, era o ideal, numa altura em que bem mais importante que veicular ideias, importava, isso sim, distrair o POVO, em cumprimento da Cartilha Cultural de ANT&Oacute;NIO FERRO.Pouco importar&aacute; se as marchas que se apresentaram no palco do &ldquo;Capit&oacute;lio&rdquo;, em 12 de Junho, foram as do Alto do Pina, de Campo de Ourique, Bairro Alto ou Alfama, o que conta foi o sucesso popular que teve e principalmente porque foi um ve&iacute;culo de apoio &agrave; propaganda do regime Salazarista.O concurso das marchas populares regressou, em for&ccedil;a, no ano de 1934, concorreram ent&atilde;o 12 Bairros. O Munic&iacute;pio de Lisboa chamou a si a organiza&ccedil;&atilde;o e integrou-as no que designou por Festas da Cidade.Se em 1934 as marchas celebraram o 10 de Junho (como Dia da Ra&ccedil;a); em 1940 assinalaram os Descobrimentos Portugueses; de 1941 a 1946 n&atilde;o desfilaram, foi o tempo da 2&ordf; Guerra Mundial; em 1947 comemorou-se a conquista de Lisboa aos Mouros por D. Afonso Henriques e em 1973 o tema foi o Grande Desfile Popular do Mundo Lus&iacute;ada.A cidade acabou por se apropriar das marchas como s&iacute;mbolo de uma identidade perdida, entre o rural (Ex. m. de Benfica) mas quanto &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o das festas e dos santos populares constitui uma novidade, acabando at&eacute; por potenciar a tradi&ccedil;&atilde;o dos arraiais e dos bailes populares.As CEGADAS, essas, foram politicamente extintas e a representa&ccedil;&atilde;o transferida para os palcos, onde o controle da censura era mais eficaz.Desta forma, tento fazer lembrar que as &ldquo;Marchas (ditas) Populares&rdquo;foram uma encena&ccedil;&atilde;o criada com objectivos concretos, tal como muito do folclore rural que foi criado (a partir dos anos 30) e que hoje representam um espect&aacute;culo que, conjuntamente com outros, fazem parte do programa das festas da cidade. N&atilde;o s&atilde;o uma tradi&ccedil;&atilde;o cultural, mas um espect&aacute;culo em que atrav&eacute;s de simbologia pr&oacute;pria manifesta o prop&oacute;sito de nos mostrar algo que tem ou teve a ver com o Bairro que representam.ARFER 2002","og_url":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8516","og_site_name":"barreiroweb","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/barreiroweb","article_published_time":"2012-06-13T20:51:00+00:00","article_modified_time":"2012-06-13T20:51:05+00:00","og_image":[{"url":"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-n168oHOe79Y\/T9j7k7mxlDI\/AAAAAAAAAY4\/hTfTaHjQTFk\/s640\/Marchas+de+Lisboa+++2012.jpg","type":"","width":"","height":""}],"twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@barreiroweb","twitter_site":"@barreiroweb","twitter_misc":{"Escrito por":"","Tempo estimado de leitura":"5 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8516#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8516"},"author":{"name":"","@id":""},"headline":"TRADICIONAIS ? 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