{"id":8512,"date":"2012-10-30T22:38:00","date_gmt":"2012-10-30T22:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/barreiroweb.eu\/?guid=9869c5f3a370933868296af662a01a91"},"modified":"2012-10-30T22:48:40","modified_gmt":"2012-10-30T22:48:40","slug":"cultura-e-o-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8512","title":{"rendered":"CULTURA E O PODER"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-GueJoX-_kx0\/UJBVrV0PyVI\/AAAAAAAAAaE\/UzaHHxJSPbo\/s1600\/SDC10399+-+C%C3%B3pia.JPG\" imageanchor=\"1\" style=\"clear: left; cssfloat: left; float: left; height: 236px; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; width: 547px;\" rel=\"lightbox[8512]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"480\" qea=\"true\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-GueJoX-_kx0\/UJBVrV0PyVI\/AAAAAAAAAaE\/UzaHHxJSPbo\/s640\/SDC10399+-+C%C3%B3pia.JPG\" width=\"640\" \/><\/a><\/div>\n<p><span style=\"color: blue; font-size: x-large;\">Os Poderes e a Cultura e o Poder da Cultura<\/span><\/p>\n<p>Os poderes, pol\u00edticos, religiosos ou outros, podem, de forma intencional e em fun\u00e7\u00e3o dos interesses que os movem influenciar e evolu\u00e7\u00e3o, frui\u00e7\u00e3o ou divulga\u00e7\u00e3o da Cultura, mas em caso algum a podem, globalmente, controlar.<br \/>Os problemas na \u00e1rea da pol\u00edtica cultural s\u00e3o m\u00faltiplos, complexos e diversificados, mas provavelmente de simples resolu\u00e7\u00e3o para um governo para quem o patrim\u00f3nio cultural (material e imaterial) nem sequer exige ministro, cabendo ao gabinete de um secret\u00e1rio a m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o das \u201cmigalhas\u201d or\u00e7amentadas para a CULTURA que apesar de \u201cmiser\u00e1veis\u201d em 2012, consta que no Or\u00e7amento Geral do Estado portugu\u00eas para 2013 ser\u00e3o reduzidas para metade. Pretender\u00e3o o regresso ao obscurantismo do passado? Talvez n\u00e3o, depende da dita e da resist\u00eancia da contradita.<br \/>A Cultura e o Poder, sendo dois pilares da organiza\u00e7\u00e3o das sociedades, que emergem do tecido social e, consequentemente, a orienta\u00e7\u00e3o das politicas s\u00e3o, de grosso modo, o reflexo do poder institu\u00eddo.<br \/>A Cultura \u00e9 um modo de vida, \u00e9 a express\u00e3o do sentir, do pensar e do agir de um povo, tal qual a pol\u00edtica. O fazer e o agir intencionalmente ou n\u00e3o, s\u00e3o atos pol\u00edticos ou culturais, s\u00e3o uma constante da vida.<br \/>Sendo que as politicas Culturais do Poder central devam ser, na sua ess\u00eancia, um garante de regula\u00e7\u00e3o da pluralidade, da cidadania ativa e da liberdade criativa, assente basicamente no princ\u00edpio da democratiza\u00e7\u00e3o da cultura, conforme O INSTITUIDO CONSTITUCIONALMENTE que o governo de Portugal n\u00e3o cumpre e com base num falso pretexto (a crise financeira por outros criada), relega a CULTURA para o fim da tabela das prioridades.<br \/>A LIBERDADE \u00e9 sin\u00f3nimo de criatividade cultural e potenciadora da divulga\u00e7\u00e3o do SABER e do conhecimento, o que torna um POVO mais atento \u00e0 defesa do seu patrim\u00f3nio cultural, material ou imaterial.<br \/>Tal como as rela\u00e7\u00f5es humanas, pela sua complexidade, definir Cultura, sendo um tema aparentemente f\u00e1cil, torna-se dif\u00edcil, porque Ela \u00e9 vida, s\u00e3o sentimentos, modo de estar do HOMEM como criador e produtor cultural.<br \/>Os Poderes aut\u00e1rquicos diferem quanto \u00e0 forma e os objetivos no desenvolvimento das suas pol\u00edticas culturais e moldes de gest\u00e3o que lhes s\u00e3o inerentes no que concerne ao interesse concelhio e, tamb\u00e9m, quanto ao patrim\u00f3nio material e imaterial que lhes s\u00e3o afetos, ainda que dentro dos par\u00e2metros ditados pela Lei geral e do direito constitucional.<br \/>Desde 1974, a sociedade portuguesa, sofreu profundas altera\u00e7\u00f5es, relativamente ao Monolitismo partid\u00e1rio de quarenta e oito anos, de ditadura. O polipartidarismo veio assegurar a representatividade da globalidade dos sectores de opini\u00e3o. A Liberdade de express\u00e3o e o fim da censura permitiram a livre circula\u00e7\u00e3o dos bens culturais, tais como livros, filmes, ideias, teatro livre de censura e uma representatividade alargada, exponencialmente, ao usufruto dos bens culturais.<br \/>Nos primeiros anos de livre poder aut\u00e1rquico, ainda que sem uma linha program\u00e1tica pr\u00e9-definida, a for\u00e7a e a criatividade que a liberdade produz, deu origem a m\u00faltiplas iniciativas de \u00e2mbito cultural.<br \/>As autarquias em parceria com o movimento associativo e a comunidade escolar, t\u00eam desenvolvido, ap\u00f3s o 25 de Abril, projetos de cariz cultural multifacetado e interculturais, face ao facto de Portugal que, ao longo de d\u00e9cadas, foi um pais de emigrantes, se tornar com fim da ditadura e da guerra colonial, depois de \u201c orgulhosamente s\u00f3s\u201d, num espa\u00e7o geogr\u00e1fico que recebeu centenas de milhar de regressados das ex-col\u00f3nias e de exilados emigrantes (fugidos \u00e0 guerra e a ditadura).<br \/>Nos anos oitenta deu-se uma invers\u00e3o, de emigrantes, pass\u00e1mos a ser um pa\u00eds acolhedor e atrativo para centenas de milhar de imigrantes dos quatro cantos do mundo, da \u00c1sia, Africa, Am\u00e9rica do Sul e Europeus (principalmente do Leste da Europa), com ra\u00edzes culturais, comportamentos sociais e religiosos, bem diferenciados. <br \/>Como se depreende, um facto hist\u00f3rico pode ser causa, em determinado momento, de rutura com algumas tradi\u00e7\u00f5es e ser \u201cexplos\u00e3o\u201d de criatividade art\u00edstica e de produ\u00e7\u00e3o cultural. Como exemplo disso s\u00e3o a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa (s\u00e9culo XVIII), a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial (s\u00e9c. XIX) e a revolu\u00e7\u00e3o Russa de 1917 (s\u00e9c. XX), que deram origem, a seu tempo, de uma evolu\u00e7\u00e3o art\u00edstica e de divulga\u00e7\u00e3o cultural, sem precedentes, influenciadores de politicas s\u00f3cio &#8211; culturais, de tal modo, que muitos Estados se viram na necessidade de legislar no sentido de proteger, apoiar e adequar, nalguns casos, a produ\u00e7\u00e3o de arte e divulga\u00e7\u00e3o cultural em fun\u00e7\u00e3o dos seus objetivos pol\u00edticos.<br \/>Os novos conhecimentos, novas tecnologias, produtos da revolu\u00e7\u00e3o foram fatores determinantes de uma evolu\u00e7\u00e3o s\u00f3cio econ\u00f3mica. A r\u00e1dio, a fotografia, o cinema, a televis\u00e3o e mais recentemente a comunica\u00e7\u00e3o da era digital, s\u00e3o hoje elementos fundamentais ao servi\u00e7o da democratiza\u00e7\u00e3o da cultura, na sua divulga\u00e7\u00e3o e frui\u00e7\u00e3o, se utilizados com justa imparcialidade.<br \/>Se os Nacionalismos exacerbados e os Poderes ditatoriais e monol\u00edticos foram e s\u00e3o entrave ao desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o cultural, nos tempos de hoje, s\u00f3 uma \u201ccultura contextualizada\u201d pode restituir o homem a si mesmo. Assim a Cultura ser\u00e1 julgada pela sua capacidade de realizar o homem no mundo e com os outros, pois ela n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o aquilo que, \u00e9 criado pelo Homem. A cultura \u00e9 a via para a globaliza\u00e7\u00e3o de Humanidades, promotora de uma \u201cnova\u201d \u00e9tica de compress\u00e3o, toler\u00e2ncia e fraternidade entre os homens. N\u00e3o h\u00e1 culturas maiores ou menores, superiores ou inferiores, mas apenas diferentes, sejam populares ou ditas eruditas que, de facto, tiveram origem popular, tais com o Canto, a Musica, o Teatro, tudo tem origem nas bases, sendo o principal fator na forma\u00e7\u00e3o da riqueza do SER e a fundamenta\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes do PERTENCER.<br \/>Por isso, face ao que nos \u00e9 dado a entender, \u00e9 da responsabilidade de todos os cidad\u00e3os amantes da sua CULTURA, marca identit\u00e1ria que define o seu sentimento de PERTEN\u00c7A, uma tomada de posi\u00e7\u00e3o contra todos os tipos de austeridade que amea\u00e7am os seus direitos e os que visem, subtil e disfar\u00e7adamente, a mercantiliza\u00e7\u00e3o e consequente elitiza\u00e7\u00e3o da CULTURA. <br \/>Pelos princ\u00edpios que est\u00e3o consignados no \u201cMANIFESTO EM DEFESA DA CULTURA\u201d lan\u00e7o um apelo a todos os cidad\u00e3os, trabalhadores da cultura e das artes, a todas as estruturas de cria\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o culturais que partilham e lutam por estes objetivos, que se unam nesta luta que \u00e9 todos e por todos.<br \/><span style=\"color: blue;\">O SABER E A CULTURA S\u00c3O SIN\u00d3NIMO DE LIBERDADE E O ANT\u00cdDOTO MAIS EFICAZ CONTRA OS APRENDIZES DA DITA.<\/span><br \/><span style=\"color: red; font-size: large;\">ARFER<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-GueJoX-_kx0\/UJBVrV0PyVI\/AAAAAAAAAaE\/UzaHHxJSPbo\/s1600\/SDC10399+-+C%C3%B3pia.JPG\" imageanchor=\"1\" rel=\"lightbox[8512]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"480\" qea=\"true\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-GueJoX-_kx0\/UJBVrV0PyVI\/AAAAAAAAAaE\/UzaHHxJSPbo\/s640\/SDC10399+-+C%C3%B3pia.JPG\" width=\"640\"\/><\/a><\/div>\n<p><span>Os Poderes e a Cultura e o Poder da Cultura<\/span><\/p>\n<p>Os poderes, pol&iacute;ticos, religiosos ou outros, podem, de forma intencional e em fun&ccedil;&atilde;o dos interesses que os movem influenciar e evolu&ccedil;&atilde;o, frui&ccedil;&atilde;o ou divulga&ccedil;&atilde;o da Cultura, mas em caso algum a podem, globalmente, controlar.<br \/>Os problemas na &aacute;rea da pol&iacute;tica cultural s&atilde;o m&uacute;ltiplos, complexos e diversificados, mas provavelmente de simples resolu&ccedil;&atilde;o para um governo para quem o patrim&oacute;nio cultural (material e imaterial) nem sequer exige ministro, cabendo ao gabinete de um secret&aacute;rio a m&aacute; distribui&ccedil;&atilde;o das &ldquo;migalhas&rdquo; or&ccedil;amentadas para a CULTURA que apesar de &ldquo;miser&aacute;veis&rdquo; em 2012, consta que no Or&ccedil;amento Geral do Estado portugu&ecirc;s para 2013 ser&atilde;o reduzidas para metade. 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O fazer e o agir intencionalmente ou n&atilde;o, s&atilde;o atos pol&iacute;ticos ou culturais, s&atilde;o uma constante da vida.<br \/>Sendo que as politicas Culturais do Poder central devam ser, na sua ess&ecirc;ncia, um garante de regula&ccedil;&atilde;o da pluralidade, da cidadania ativa e da liberdade criativa, assente basicamente no princ&iacute;pio da democratiza&ccedil;&atilde;o da cultura, conforme O INSTITUIDO CONSTITUCIONALMENTE que o governo de Portugal n&atilde;o cumpre e com base num falso pretexto (a crise financeira por outros criada), relega a CULTURA para o fim da tabela das prioridades.<br \/>A LIBERDADE &eacute; sin&oacute;nimo de criatividade cultural e potenciadora da divulga&ccedil;&atilde;o do SABER e do conhecimento, o que torna um POVO mais atento &agrave; defesa do seu patrim&oacute;nio cultural, material ou imaterial.<br \/>Tal como as rela&ccedil;&otilde;es humanas, pela sua complexidade, definir Cultura, sendo um tema aparentemente f&aacute;cil, torna-se dif&iacute;cil, porque Ela &eacute; vida, s&atilde;o sentimentos, modo de estar do HOMEM como criador e produtor cultural.<br \/>Os Poderes aut&aacute;rquicos diferem quanto &agrave; forma e os objetivos no desenvolvimento das suas pol&iacute;ticas culturais e moldes de gest&atilde;o que lhes s&atilde;o inerentes no que concerne ao interesse concelhio e, tamb&eacute;m, quanto ao patrim&oacute;nio material e imaterial que lhes s&atilde;o afetos, ainda que dentro dos par&acirc;metros ditados pela Lei geral e do direito constitucional.<br \/>Desde 1974, a sociedade portuguesa, sofreu profundas altera&ccedil;&otilde;es, relativamente ao Monolitismo partid&aacute;rio de quarenta e oito anos, de ditadura. O polipartidarismo veio assegurar a representatividade da globalidade dos sectores de opini&atilde;o. 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Como exemplo disso s&atilde;o a Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa (s&eacute;culo XVIII), a Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial (s&eacute;c. XIX) e a revolu&ccedil;&atilde;o Russa de 1917 (s&eacute;c. XX), que deram origem, a seu tempo, de uma evolu&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica e de divulga&ccedil;&atilde;o cultural, sem precedentes, influenciadores de politicas s&oacute;cio &#8211; culturais, de tal modo, que muitos Estados se viram na necessidade de legislar no sentido de proteger, apoiar e adequar, nalguns casos, a produ&ccedil;&atilde;o de arte e divulga&ccedil;&atilde;o cultural em fun&ccedil;&atilde;o dos seus objetivos pol&iacute;ticos.<br \/>Os novos conhecimentos, novas tecnologias, produtos da revolu&ccedil;&atilde;o foram fatores determinantes de uma evolu&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio econ&oacute;mica. A r&aacute;dio, a fotografia, o cinema, a televis&atilde;o e mais recentemente a comunica&ccedil;&atilde;o da era digital, s&atilde;o hoje elementos fundamentais ao servi&ccedil;o da democratiza&ccedil;&atilde;o da cultura, na sua divulga&ccedil;&atilde;o e frui&ccedil;&atilde;o, se utilizados com justa imparcialidade.<br \/>Se os Nacionalismos exacerbados e os Poderes ditatoriais e monol&iacute;ticos foram e s&atilde;o entrave ao desenvolvimento da produ&ccedil;&atilde;o cultural, nos tempos de hoje, s&oacute; uma &ldquo;cultura contextualizada&rdquo; pode restituir o homem a si mesmo. Assim a Cultura ser&aacute; julgada pela sua capacidade de realizar o homem no mundo e com os outros, pois ela n&atilde;o &eacute; sen&atilde;o aquilo que, &eacute; criado pelo Homem. A cultura &eacute; a via para a globaliza&ccedil;&atilde;o de Humanidades, promotora de uma &ldquo;nova&rdquo; &eacute;tica de compress&atilde;o, toler&acirc;ncia e fraternidade entre os homens. N&atilde;o h&aacute; culturas maiores ou menores, superiores ou inferiores, mas apenas diferentes, sejam populares ou ditas eruditas que, de facto, tiveram origem popular, tais com o Canto, a Musica, o Teatro, tudo tem origem nas bases, sendo o principal fator na forma&ccedil;&atilde;o da riqueza do SER e a fundamenta&ccedil;&atilde;o das ra&iacute;zes do PERTENCER.<br \/>Por isso, face ao que nos &eacute; dado a entender, &eacute; da responsabilidade de todos os cidad&atilde;os amantes da sua CULTURA, marca identit&aacute;ria que define o seu sentimento de PERTEN&Ccedil;A, uma tomada de posi&ccedil;&atilde;o contra todos os tipos de austeridade que amea&ccedil;am os seus direitos e os que visem, subtil e disfar&ccedil;adamente, a mercantiliza&ccedil;&atilde;o e consequente elitiza&ccedil;&atilde;o da CULTURA. <br \/>Pelos princ&iacute;pios que est&atilde;o consignados no &ldquo;MANIFESTO EM DEFESA DA CULTURA&rdquo; lan&ccedil;o um apelo a todos os cidad&atilde;os, trabalhadores da cultura e das artes, a todas as estruturas de cria&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o culturais que partilham e lutam por estes objetivos, que se unam nesta luta que &eacute; todos e por todos.<br \/><span>O SABER E A CULTURA S&Atilde;O SIN&Oacute;NIMO DE LIBERDADE E O ANT&Iacute;DOTO MAIS EFICAZ CONTRA OS APRENDIZES DA DITA.<\/span><br \/><span>ARFER<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-8512","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eventos","last_archivepost"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>CULTURA E O PODER - barreiroweb<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=8512\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"CULTURA E O PODER - barreiroweb\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Os Poderes e a Cultura e o Poder da CulturaOs poderes, pol&iacute;ticos, religiosos ou outros, podem, de forma intencional e em fun&ccedil;&atilde;o dos interesses que os movem influenciar e evolu&ccedil;&atilde;o, frui&ccedil;&atilde;o ou divulga&ccedil;&atilde;o da Cultura, mas em caso algum a podem, globalmente, controlar.Os problemas na &aacute;rea da pol&iacute;tica cultural s&atilde;o m&uacute;ltiplos, complexos e diversificados, mas provavelmente de simples resolu&ccedil;&atilde;o para um governo para quem o patrim&oacute;nio cultural (material e imaterial) nem sequer exige ministro, cabendo ao gabinete de um secret&aacute;rio a m&aacute; distribui&ccedil;&atilde;o das &ldquo;migalhas&rdquo; or&ccedil;amentadas para a CULTURA que apesar de &ldquo;miser&aacute;veis&rdquo; em 2012, consta que no Or&ccedil;amento Geral do Estado portugu&ecirc;s para 2013 ser&atilde;o reduzidas para metade. Pretender&atilde;o o regresso ao obscurantismo do passado? Talvez n&atilde;o, depende da dita e da resist&ecirc;ncia da contradita.A Cultura e o Poder, sendo dois pilares da organiza&ccedil;&atilde;o das sociedades, que emergem do tecido social e, consequentemente, a orienta&ccedil;&atilde;o das politicas s&atilde;o, de grosso modo, o reflexo do poder institu&iacute;do.A Cultura &eacute; um modo de vida, &eacute; a express&atilde;o do sentir, do pensar e do agir de um povo, tal qual a pol&iacute;tica. O fazer e o agir intencionalmente ou n&atilde;o, s&atilde;o atos pol&iacute;ticos ou culturais, s&atilde;o uma constante da vida.Sendo que as politicas Culturais do Poder central devam ser, na sua ess&ecirc;ncia, um garante de regula&ccedil;&atilde;o da pluralidade, da cidadania ativa e da liberdade criativa, assente basicamente no princ&iacute;pio da democratiza&ccedil;&atilde;o da cultura, conforme O INSTITUIDO CONSTITUCIONALMENTE que o governo de Portugal n&atilde;o cumpre e com base num falso pretexto (a crise financeira por outros criada), relega a CULTURA para o fim da tabela das prioridades.A LIBERDADE &eacute; sin&oacute;nimo de criatividade cultural e potenciadora da divulga&ccedil;&atilde;o do SABER e do conhecimento, o que torna um POVO mais atento &agrave; defesa do seu patrim&oacute;nio cultural, material ou imaterial.Tal como as rela&ccedil;&otilde;es humanas, pela sua complexidade, definir Cultura, sendo um tema aparentemente f&aacute;cil, torna-se dif&iacute;cil, porque Ela &eacute; vida, s&atilde;o sentimentos, modo de estar do HOMEM como criador e produtor cultural.Os Poderes aut&aacute;rquicos diferem quanto &agrave; forma e os objetivos no desenvolvimento das suas pol&iacute;ticas culturais e moldes de gest&atilde;o que lhes s&atilde;o inerentes no que concerne ao interesse concelhio e, tamb&eacute;m, quanto ao patrim&oacute;nio material e imaterial que lhes s&atilde;o afetos, ainda que dentro dos par&acirc;metros ditados pela Lei geral e do direito constitucional.Desde 1974, a sociedade portuguesa, sofreu profundas altera&ccedil;&otilde;es, relativamente ao Monolitismo partid&aacute;rio de quarenta e oito anos, de ditadura. O polipartidarismo veio assegurar a representatividade da globalidade dos sectores de opini&atilde;o. A Liberdade de express&atilde;o e o fim da censura permitiram a livre circula&ccedil;&atilde;o dos bens culturais, tais como livros, filmes, ideias, teatro livre de censura e uma representatividade alargada, exponencialmente, ao usufruto dos bens culturais.Nos primeiros anos de livre poder aut&aacute;rquico, ainda que sem uma linha program&aacute;tica pr&eacute;-definida, a for&ccedil;a e a criatividade que a liberdade produz, deu origem a m&uacute;ltiplas iniciativas de &acirc;mbito cultural.As autarquias em parceria com o movimento associativo e a comunidade escolar, t&ecirc;m desenvolvido, ap&oacute;s o 25 de Abril, projetos de cariz cultural multifacetado e interculturais, face ao facto de Portugal que, ao longo de d&eacute;cadas, foi um pais de emigrantes, se tornar com fim da ditadura e da guerra colonial, depois de &ldquo; orgulhosamente s&oacute;s&rdquo;, num espa&ccedil;o geogr&aacute;fico que recebeu centenas de milhar de regressados das ex-col&oacute;nias e de exilados emigrantes (fugidos &agrave; guerra e a ditadura).Nos anos oitenta deu-se uma invers&atilde;o, de emigrantes, pass&aacute;mos a ser um pa&iacute;s acolhedor e atrativo para centenas de milhar de imigrantes dos quatro cantos do mundo, da &Aacute;sia, Africa, Am&eacute;rica do Sul e Europeus (principalmente do Leste da Europa), com ra&iacute;zes culturais, comportamentos sociais e religiosos, bem diferenciados. Como se depreende, um facto hist&oacute;rico pode ser causa, em determinado momento, de rutura com algumas tradi&ccedil;&otilde;es e ser &ldquo;explos&atilde;o&rdquo; de criatividade art&iacute;stica e de produ&ccedil;&atilde;o cultural. Como exemplo disso s&atilde;o a Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa (s&eacute;culo XVIII), a Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial (s&eacute;c. XIX) e a revolu&ccedil;&atilde;o Russa de 1917 (s&eacute;c. XX), que deram origem, a seu tempo, de uma evolu&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica e de divulga&ccedil;&atilde;o cultural, sem precedentes, influenciadores de politicas s&oacute;cio - culturais, de tal modo, que muitos Estados se viram na necessidade de legislar no sentido de proteger, apoiar e adequar, nalguns casos, a produ&ccedil;&atilde;o de arte e divulga&ccedil;&atilde;o cultural em fun&ccedil;&atilde;o dos seus objetivos pol&iacute;ticos.Os novos conhecimentos, novas tecnologias, produtos da revolu&ccedil;&atilde;o foram fatores determinantes de uma evolu&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio econ&oacute;mica. A r&aacute;dio, a fotografia, o cinema, a televis&atilde;o e mais recentemente a comunica&ccedil;&atilde;o da era digital, s&atilde;o hoje elementos fundamentais ao servi&ccedil;o da democratiza&ccedil;&atilde;o da cultura, na sua divulga&ccedil;&atilde;o e frui&ccedil;&atilde;o, se utilizados com justa imparcialidade.Se os Nacionalismos exacerbados e os Poderes ditatoriais e monol&iacute;ticos foram e s&atilde;o entrave ao desenvolvimento da produ&ccedil;&atilde;o cultural, nos tempos de hoje, s&oacute; uma &ldquo;cultura contextualizada&rdquo; pode restituir o homem a si mesmo. Assim a Cultura ser&aacute; julgada pela sua capacidade de realizar o homem no mundo e com os outros, pois ela n&atilde;o &eacute; sen&atilde;o aquilo que, &eacute; criado pelo Homem. A cultura &eacute; a via para a globaliza&ccedil;&atilde;o de Humanidades, promotora de uma &ldquo;nova&rdquo; &eacute;tica de compress&atilde;o, toler&acirc;ncia e fraternidade entre os homens. 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Pretender&atilde;o o regresso ao obscurantismo do passado? Talvez n&atilde;o, depende da dita e da resist&ecirc;ncia da contradita.A Cultura e o Poder, sendo dois pilares da organiza&ccedil;&atilde;o das sociedades, que emergem do tecido social e, consequentemente, a orienta&ccedil;&atilde;o das politicas s&atilde;o, de grosso modo, o reflexo do poder institu&iacute;do.A Cultura &eacute; um modo de vida, &eacute; a express&atilde;o do sentir, do pensar e do agir de um povo, tal qual a pol&iacute;tica. O fazer e o agir intencionalmente ou n&atilde;o, s&atilde;o atos pol&iacute;ticos ou culturais, s&atilde;o uma constante da vida.Sendo que as politicas Culturais do Poder central devam ser, na sua ess&ecirc;ncia, um garante de regula&ccedil;&atilde;o da pluralidade, da cidadania ativa e da liberdade criativa, assente basicamente no princ&iacute;pio da democratiza&ccedil;&atilde;o da cultura, conforme O INSTITUIDO CONSTITUCIONALMENTE que o governo de Portugal n&atilde;o cumpre e com base num falso pretexto (a crise financeira por outros criada), relega a CULTURA para o fim da tabela das prioridades.A LIBERDADE &eacute; sin&oacute;nimo de criatividade cultural e potenciadora da divulga&ccedil;&atilde;o do SABER e do conhecimento, o que torna um POVO mais atento &agrave; defesa do seu patrim&oacute;nio cultural, material ou imaterial.Tal como as rela&ccedil;&otilde;es humanas, pela sua complexidade, definir Cultura, sendo um tema aparentemente f&aacute;cil, torna-se dif&iacute;cil, porque Ela &eacute; vida, s&atilde;o sentimentos, modo de estar do HOMEM como criador e produtor cultural.Os Poderes aut&aacute;rquicos diferem quanto &agrave; forma e os objetivos no desenvolvimento das suas pol&iacute;ticas culturais e moldes de gest&atilde;o que lhes s&atilde;o inerentes no que concerne ao interesse concelhio e, tamb&eacute;m, quanto ao patrim&oacute;nio material e imaterial que lhes s&atilde;o afetos, ainda que dentro dos par&acirc;metros ditados pela Lei geral e do direito constitucional.Desde 1974, a sociedade portuguesa, sofreu profundas altera&ccedil;&otilde;es, relativamente ao Monolitismo partid&aacute;rio de quarenta e oito anos, de ditadura. O polipartidarismo veio assegurar a representatividade da globalidade dos sectores de opini&atilde;o. A Liberdade de express&atilde;o e o fim da censura permitiram a livre circula&ccedil;&atilde;o dos bens culturais, tais como livros, filmes, ideias, teatro livre de censura e uma representatividade alargada, exponencialmente, ao usufruto dos bens culturais.Nos primeiros anos de livre poder aut&aacute;rquico, ainda que sem uma linha program&aacute;tica pr&eacute;-definida, a for&ccedil;a e a criatividade que a liberdade produz, deu origem a m&uacute;ltiplas iniciativas de &acirc;mbito cultural.As autarquias em parceria com o movimento associativo e a comunidade escolar, t&ecirc;m desenvolvido, ap&oacute;s o 25 de Abril, projetos de cariz cultural multifacetado e interculturais, face ao facto de Portugal que, ao longo de d&eacute;cadas, foi um pais de emigrantes, se tornar com fim da ditadura e da guerra colonial, depois de &ldquo; orgulhosamente s&oacute;s&rdquo;, num espa&ccedil;o geogr&aacute;fico que recebeu centenas de milhar de regressados das ex-col&oacute;nias e de exilados emigrantes (fugidos &agrave; guerra e a ditadura).Nos anos oitenta deu-se uma invers&atilde;o, de emigrantes, pass&aacute;mos a ser um pa&iacute;s acolhedor e atrativo para centenas de milhar de imigrantes dos quatro cantos do mundo, da &Aacute;sia, Africa, Am&eacute;rica do Sul e Europeus (principalmente do Leste da Europa), com ra&iacute;zes culturais, comportamentos sociais e religiosos, bem diferenciados. Como se depreende, um facto hist&oacute;rico pode ser causa, em determinado momento, de rutura com algumas tradi&ccedil;&otilde;es e ser &ldquo;explos&atilde;o&rdquo; de criatividade art&iacute;stica e de produ&ccedil;&atilde;o cultural. Como exemplo disso s&atilde;o a Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa (s&eacute;culo XVIII), a Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial (s&eacute;c. XIX) e a revolu&ccedil;&atilde;o Russa de 1917 (s&eacute;c. 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A r&aacute;dio, a fotografia, o cinema, a televis&atilde;o e mais recentemente a comunica&ccedil;&atilde;o da era digital, s&atilde;o hoje elementos fundamentais ao servi&ccedil;o da democratiza&ccedil;&atilde;o da cultura, na sua divulga&ccedil;&atilde;o e frui&ccedil;&atilde;o, se utilizados com justa imparcialidade.Se os Nacionalismos exacerbados e os Poderes ditatoriais e monol&iacute;ticos foram e s&atilde;o entrave ao desenvolvimento da produ&ccedil;&atilde;o cultural, nos tempos de hoje, s&oacute; uma &ldquo;cultura contextualizada&rdquo; pode restituir o homem a si mesmo. Assim a Cultura ser&aacute; julgada pela sua capacidade de realizar o homem no mundo e com os outros, pois ela n&atilde;o &eacute; sen&atilde;o aquilo que, &eacute; criado pelo Homem. A cultura &eacute; a via para a globaliza&ccedil;&atilde;o de Humanidades, promotora de uma &ldquo;nova&rdquo; &eacute;tica de compress&atilde;o, toler&acirc;ncia e fraternidade entre os homens. 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