{"id":7343,"date":"2012-06-14T21:17:04","date_gmt":"2012-06-14T20:17:04","guid":{"rendered":"http:\/\/barreiroweb.eu\/?p=7343"},"modified":"2012-07-04T22:47:00","modified_gmt":"2012-07-04T21:47:00","slug":"em-homenagem-a-fernando-faria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=7343","title":{"rendered":"Em Homenagem a Fernando Faria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><em><a href=\"http:\/\/barreiroweb.eu\/?attachment_id=1288\" rel=\"attachment wp-att-1288\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-1288\" title=\"manuelaF\" src=\"http:\/\/barreiroweb.eu\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/manuelaF-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/manuelaF-150x150.jpg 150w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/manuelaF-50x50.jpg 50w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/manuelaF-70x70.jpg 70w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/manuelaF-55x55.jpg 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>(\u00c0 sua dedicada companheira)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano lectivo de 2003\/2004, j\u00e1 me sentia recuperada para desenvolver actividades lectivas, \u00e0s quais dei amor, compet\u00eancias e algum saber.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo que voltei, emocionada, no segundo semestre, \u00e0 minha ESE de Set\u00fabal, produzi um m\u00f3dulo de dezasseis horas, distribu\u00eddas por oito aulas, sob o t\u00edtulo, ousado para hor\u00e1rio t\u00e3o escasso, \u201cO Amor na Literatura\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fi-lo para a Universidade da Terceira Idade de Barreiro a cujo grupo de formadores perten\u00e7o, talvez, desde 2002. Realizei-o no mais hist\u00f3rico dos nossos estabelecimentos de Ensino, a Escola Secund\u00e1ria Alfredo da Silva (ESAS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ajuda, preciosa, de Nazar\u00e9 Almeida e Manuel Alpalh\u00e3o na Arte de dizer foi o suporte vocal que a musicalidade da maioria dos textos recolhidos exigia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Transmitiram-lhe, tamb\u00e9m, uma excelente din\u00e2mica na classe, com cerca de duas dezenas de pessoas, uma delas, muito jovem, vinda da Su\u00ed\u00e7a (car\u00edssima, se estiver c\u00e1 e me vir, fa\u00e7a o favor de dizer-me: \u201cSou eu!\u201d)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do que sei, dois formandos j\u00e1 nos deixaram: a querida Lu\u00edsa Bravo, antiga colega de Faculdade, curso e profiss\u00e3o, e o Senhor Fernando Faria que, pelo interesse nas aulas \u2013 que acompanhava, religiosamente, com a esposa, D. Bernardete, muito cort\u00eas \u2013, nelas intervinha, de forma pertinente e muito inteligente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As coisas complicaram-se, de novo, na minha vida e, se nunca perdi o contacto com a UTIB, a impossibilidade de nela intervir incomodou-me muito. Felizmente que, desde 2010, tenho trabalhado um pouco na sua gest\u00e3o e, durante este ano lectivo, dei, em Novembro de 2011, uma Aula Aberta, no Audit\u00f3rio da Biblioteca Municipal, participada por muitas pessoas, o que me agradou bastante: ainda sei ser formadora!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro que o tipo de situa\u00e7\u00e3o agora referido \u00e9 muito diferente da actividade regular que tive h\u00e1 uns anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante quase quarenta anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pessoas que me acompanharam na \u201cAlfredo da Silva\u201d ficaram-me na mem\u00f3ria, embora n\u00e3o tenha voltado a encontrar algumas delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2009, o Senhor Faria publicou um livro, <em>Mem\u00f3rias de uma Exist\u00eancia: Hist\u00f3ria e Hist\u00f3rias da terra do barro, da pesca, do sal, do vinho e do carcanhol<\/em>, que incluiu excertos da obra, em C.D., ditos por Manuel Alpalh\u00e3o. Nela, a realidade e a criatividade entrela\u00e7am-se. (1)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o sendo natural daqui, as muitas d\u00e9cadas c\u00e1 vividas fizeram dele um barreirense de adop\u00e7\u00e3o, como tantos, e elei\u00e7\u00e3o, pelo amor \u00e0 (e conhecimentos acerca da) nossa terra, empenhado na divulga\u00e7\u00e3o da mesma atrav\u00e9s da Hist\u00f3ria e da Literatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Dr. Jos\u00e9 Pereira, ilustre conterr\u00e2neo, v\u00e1rias d\u00e9cadas professor, depois formador na UTIB, escreveu, no Pref\u00e1cio do livro: \u201c<em>Quando o Fernando Faria (meu aluno de Hist\u00f3ria Local na Universidade da Terceira Idade do Barreiro) me pediu que prefaciasse um seu trabalho de pesquisa e imagina\u00e7\u00e3o que disse ter sido sugerido pela din\u00e2mica das referidas aulas de Hist\u00f3ria Local, veio-me \u00e0 ideia a conviv\u00eancia amiga e companheirismo de Augusto Abelaira (\u2026) mas tamb\u00e9m de uma pequena tert\u00falia que funcionava no 1.\u00ba andar do extinto caf\u00e9 Chave de Ouro (\u2026).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ali se falava de Literatura. De Hist\u00f3ria, de Poesia e, por vezes, de Pol\u00edtica<\/em> <em>da Vida.<\/em>\u201d (2)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pol\u00edtica da Vida que ser\u00e1 um dos pilares de uma terra de Trabalho como a nossa, que nos ensinou a compreend\u00ea-la, bem como o \u00e2mago do Barreiro, terrinha, vila, cidade onde os sacrif\u00edcios da popula\u00e7\u00e3o nunca foram regateados, ao longo de s\u00e9culos, em prol de melhores condi\u00e7\u00f5es, que aconteceram, apesar \u2013 entre outras contrariedades \u2013 da brutalidade fascista, no passado s\u00e9culo, \u201crequintada\u201d no Barreiro e em mais alguns locais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com os complexos problemas econ\u00f3micos actuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barreirenses que t\u00eam dado li\u00e7\u00f5es de civismo e identidade ao longo da nossa Hist\u00f3ria. E, a este prop\u00f3sito, diz, o Autor, na<em> Introdu\u00e7\u00e3o<\/em>: \u201cComo nos sentimos? Como nos identificamos? Com que nos identificamos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o conhecemos e reconhecemos a nossa identidade n\u00e3o sentimos a percep\u00e7\u00e3o de nos sabermos definir e identificar.\u201d (3)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fernando Faria faz uma \u201cSinopse Hist\u00f3rica &#8211; Cronologia dos Acontecimentos\u201d, em tabelas cuidadas, (4) na qual referir\u00e1 em \u201cPovoamento\u201d: \u201c<span style=\"text-decoration: underline;\">1878<\/span> \u2013 O Barreiro tem 4843 residentes e a maior densidade: 254 habitantes por Km 2. em toda a zona que foi o Ribatejo medieval.\u201d (4)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Como a nossa terra cresceu! Tanto que nos deu e tem dado ao Pa\u00eds!)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cLocais de Culto e Penit\u00eancia\u201d apresenta um panorama da vida, laica e religiosa do Barreiro. Por exemplo, quanto \u00e0 chegada de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, com uma Refer\u00eancia <em>(1)<\/em>: \u201cDe Lisboa, dirigia-se um barco, transportando a imagem para o Rosarinho, Moita, por dificuldades de navega\u00e7\u00e3o devido a mar\u00e9s e correntes, entenderam aportar ao Barreiro, no Mexilhoeiro, mais tarde \u2018Cais do Ros\u00e1rio\u2019. A imagem ficou no Barreiro.\u201d (5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As hist\u00f3rias cruzam-se com a Hist\u00f3ria e \u201cEra uma vez\u201d chega at\u00e9 n\u00f3s. &#8220;No tempo em que tudo era verdadeiro e nada se registava, naquele lugar, viu a luz da natureza e respirou o ar marinho o primeiro ser humano nascido naquele vasto areal, areal que um dia viria a pertencer ao concelho denominado Barreiro. Ali nasceu um querubim!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estava ali, sa\u00eddo da raiz e vivo, o tronco da \u00e1rvore geradora de todos os ramos geneal\u00f3gicos barreirenses. Da\u00ed em diante, a hist\u00f3ria foi-se reescrevendo a si mesma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os mist\u00e9rios do Universo, as for\u00e7as da natureza e os ditames da Hist\u00f3ria ecoam na mente e desafiam a imagina\u00e7\u00e3o.\u201d (6)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como em v\u00e1rias hist\u00f3rias feitas Hist\u00f3ria, diz o Autor, a prop\u00f3sito de uma grande interven\u00e7\u00e3o aqui feita no s\u00e9culo XVI: \u201cA Vila Nova de Barreiro, aut\u00f3noma e senhora de si quer ajudar a sua gente (\u2026). Cria a <em>Casa do Hospital, <\/em>as maleitas s\u00e3o de todos os tempos e dever\u00e3o ser tratadas e dado conforto a quem as tem, nesta terra, esta ajuda era um b\u00e1lsamo necess\u00e1rio. (7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais uma vez a religiosidade vai casar-se com o bem-estar terreno: \u201cO s\u00e9culo XVI est\u00e1 no fim e mais uma obra toma vulto. D. Francisca de Azambuja manda erguer na Verderena o Convento da Madre de Deus. Os Franciscanos t\u00eam uma nova casa, o seu convento dos Prazeres na Telha, por insalubre, tinha sido extinto. (\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e9culo XVI existiam confrarias de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio dos Homens Negros em Palhais e Barreiro, mas o pecado de lesa humanidade era dos seus senhores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Penosa e desumanamente se trataram seres humanos at\u00e9, 1869, foi este o ano da extin\u00e7\u00e3o que nunca deveria ter existido.\u201d (8) Esp\u00edritos e corpos s\u00e3o ressarcidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ironia embeleza a narrativa que tento ler a acompanhar o ritmo, vibrante, que Manuel Alpalh\u00e3o, no C.D. (como sempre o oi\u00e7o, dentro ou fora de casa, em espect\u00e1culos ou n\u00e3o, excepto quando fala com o nosso neto David,) imprime \u00e0s palavras do Autor: \u201cA dama vestida de escuro, senhora de elevado car\u00e1cter e com um importante e extenso nome, nome com mais s\u00edlabas que uma centopeia tem de patas, como estivesse em clausura, raramente sa\u00eda da sua casa, e, quando sa\u00eda, apenas se dirigia para a igreja. Comportava-se como prisioneira em si mesma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(\u2026) Mas a escrava que sempre a acompanhou aos palhais, t\u00e3o devota com a sua dona, jamais voltou ao confession\u00e1rio, a sua boca tinha de ficar calada para sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(\u2026) \u201d (9)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Autor passa, um pouco mais \u00e0 frente, para uma narrativa contida, e informativa (ainda o leio e escuto Manuel Alpalh\u00e3o):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA dama vestida de escuro vivendo com vontade de morrer, sem serenidade de esp\u00edrito, expulsou da sua consci\u00eancia a dor e os remorsos pelos seus actos. Ao lado do seu corpo inerte estava uma adaga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nunca antes um defunto tinha sido t\u00e3o chorado e um funeral tinha sido t\u00e3o faustoso. H\u00e1 uma for\u00e7a inconsciente que arrebata as consci\u00eancias, todos choravam a dama benfazeja, piedosa alma que ajudou os pobres e protegeu o clero.\u201d (9).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(O que, de forma id\u00eantica, continua, ali\u00e1s, hoje, a acontecer na nossa Cultura.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a loucura, confundida com o poder: \u201cQuando \u2018Garru\u00e7o\u2019 soube estar o Rei na sua terra, pulava de contentamento, gesticulava e dizia em voz sonora: &#8211; Quero falar com o rei, eu tamb\u00e9m quero ser rei!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabemos ver os outros com os nossos olhos sem sabermos como os olhos dos outros nos v\u00eaem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como, n\u00e3o se soube, mas o rei, algu\u00e9m por ele, ou um embusteiro, foi sabedor das pretens\u00f5es do pobre diabo. Foi vestido com velhos trajes similares aos usados pela nobreza e disseram-lhe:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pronto, j\u00e1 \u00e9s rei!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma senhora idosa, de pele enrugada pela vida e escurecida pelo sol, adiantou-se dos demais e expressou-se:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Ai, minha Nossa Senhora, um estupor destes a julgar-se rei de verdade, mas no lugar da coroa tem um garru\u00e7o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Garru\u00e7o\u2019, aquele homem de amarga vida, cuja mente nunca lhe permitiu ter mais de uma ideia, (\u2026) despiu os trajes e num suspiro retorquiu:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Eu j\u00e1 n\u00e3o quero ser rei!\u201d (10)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Soube ter um assomo de dignidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s patetices que, durante s\u00e9culos, se fazia aos menos inteligentes, mas mais humanos e sens\u00edveis dos que faziam pouco deles.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E os sacrif\u00edcios de pais pelos filhos, li\u00e7\u00f5es de vida que herd\u00e1mos e temos transmitido: \u201cFoste pai de cinco filhos, foi obra. (\u2026) Cinco vezes sentiste cargas de responsabilidade e amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(\u2026) Foste a luz da casa onde n\u00e3o havia m\u00e3e e uma velhinha dedicada e carregada de ternura nos afagou at\u00e9 ao dia da sua morte.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Veio o dia em que disseram que a muleta trazia a bordo um corpo sem vida, eras tu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nossa saudade e dor foram do tamanho do mar onde pescavas e s\u00f3 afrouxaram quando, j\u00e1 homenzinhos, come\u00e7\u00e1mos a ter consci\u00eancia da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tu n\u00e3o voltaste. O mundo nada nos deu e roubou-nos o pai.\u201d (11)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Esse Mundo que ainda n\u00e3o mudou o que deveria e que, cobarde, tudo continua a tirar aos desapossados; que Planeta \u00e9 este, afinal?)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00edngua Portuguesa, esta L\u00edngua que nos forma em cada dia, quase sempre bem tratada, pr\u00f3pria de quem n\u00e3o teria saberes lingu\u00edsticos avan\u00e7ados, com frases justas, sob os pontos de vista das propriedades da textualidade, sem tra\u00e7os excessivos de um novo rico da Hist\u00f3ria, da Cultura, da Lingu\u00edstica, da Po\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oi\u00e7o Manuel Alpalh\u00e3o, directamente, nas duas estrofes iniciais da \u201cOde ao Barreiro\u201d, j\u00e1 perto do fim do livro:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cGrande porta aberta ao rio,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bela, franca e nobre entrada<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na floresta, cen\u00e1rio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que pelas terras avultava,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo ele \u00e0 \u00e1gua se unia,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na imensid\u00e3o se ampliava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vida, somente existia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No rio da \u00e1gua de prata<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fecundo por natureza<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E na floresta. Ess\u00eancia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">F\u00e9rtil, enorme riqueza<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com odor a maresia.\u201d (12)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os recursos estil\u00edsticos dados pelo encavalgamento, a met\u00e1fora, a personifica\u00e7\u00e3o, e, ainda, a sinestesia trazem-nos at\u00e9 hoje, a prosa po\u00e9tica, feita nos dias, em muitos,<br \/>\nmuitos dias e noites, onde o suor e amor de Barreirenses moldados pelo Tejo \u201cCom odor a maresia\u201d (12) que tanto nos fez crescer, ao longo do percurso do Barreiro e de cada um de n\u00f3s, \u00a0nos caminhos da Hist\u00f3ria, her\u00f3is do livro, da sua Ode e de uma terra que se tem feito e se faz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(No momento, tardio, de ter sabido do passamento de Fernando Faria, deixo-lhe esta homenagem.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manuela Fonseca *<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: right;\">* Colaboradora do barreiroweb.com<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(1) Fernando Faria, <em>Mem\u00f3rias de uma Exist\u00eancia: Hist\u00f3ria e Hist\u00f3rias da terra do barro, da pesca, do sal, do vinho e do carcanhol<\/em>. S\/l. Edi\u00e7\u00e3o de Autor, 2009, 154 pp..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(2) \u201cO prof. amigo Zeca Pereira\u201d, op. cit., \u201cPref\u00e1cio\u201d, p. 5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(3) Fernando Faria, op. cit., \u201c<em>Introdu\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, p.7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(4) Sinopse Hist\u00f3rica &#8211; Cronologia dos Acontecimentos, op.cit, p. 20.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(5) Op. cit., p. 23.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(6) Idem, pp. 32-33.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(7) Idem, p. 47.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(8) Idem, pp. 48-49.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(9) Idem, pp. 85-86.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(10) Idem, pp. 129-131.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(11) Idem, pp. 143-144.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(12) Idem, p. 145.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(\u00c0 sua dedicada companheira) No ano lectivo de 2003\/2004, j\u00e1 me sentia recuperada para desenvolver actividades lectivas, \u00e0s quais dei amor, compet\u00eancias e algum saber. 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