{"id":734,"date":"2011-02-01T00:02:16","date_gmt":"2011-02-01T00:02:16","guid":{"rendered":"http:\/\/barreiroweb.eu\/?p=734"},"modified":"2011-01-31T23:17:07","modified_gmt":"2011-01-31T23:17:07","slug":"o-fim-dos-comboios-no-barreiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=734","title":{"rendered":"O FIM DOS COMBOIOS NO BARREIRO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/barreiroweb.eu\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/sado150anos.jpg\" rel=\"lightbox[734]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-730\" title=\"sado150anos\" src=\"http:\/\/barreiroweb.eu\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/sado150anos-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/sado150anos-150x150.jpg 150w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/sado150anos-50x50.jpg 50w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/sado150anos-70x70.jpg 70w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/sado150anos-55x55.jpg 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>Do Barreiro partiram os primeiros comboios que um dia chegariam ao Alentejo profundo e ao Algarve, encabe\u00e7ando todas as linhas e ramais a sul do Tejo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde cedo foi o principal dep\u00f3sito de todas as locomotivas que nelas circulavam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assistiu \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o da era do vapor, contando com a presen\u00e7a das mais belas e potentes m\u00e1quinas de ferro que circularam no Sul e Sueste. No princ\u00edpio dos anos 60 chegaram as m\u00e1quinas diesel, e, por enquanto e \u00a0at\u00e9 hoje, \u00a0o Barreiro foi e \u00e9 ainda\u00a0 terra \u201cdos comboios\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir do dia 6 de Junho de 2004, o dep\u00f3sito de material de trac\u00e7\u00e3o do Barreiro, deixou de ter relev\u00e2ncia para a empresa, o que se veio a traduzir \u00a0na sua extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a conclus\u00e3o do eixo norte sul e a utiliza\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria da ponte 25 de Abril, os comboios inter-cidades e inter-regionais com destino ao Algarve e Alentejo, passaram a ter como esta\u00e7\u00e3o de origem a esta\u00e7\u00e3o do Oriente em Lisboa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os comboios do tipo \u201cregionais\u201d passaram a ter como esta\u00e7\u00e3o de origem o Pinhal Novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais tarde voltaram a partir do Barreiro e h\u00e1 cerca de um ano, \u00a0que partem da esta\u00e7\u00e3o de Set\u00fabal, mas a sua morte j\u00e1 foi anunciada e prev\u00ea-se que fique apenas um comboio em cada sentido com destino a Tunes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A trac\u00e7\u00e3o desses comboios passou a ser el\u00e9ctrica, contribuindo para a extin\u00e7\u00e3o de uma significativa percentagem do parque de material diesel da CP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fim do terminal de mercadorias do Barreiro-terra e a cria\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito de trac\u00e7\u00e3o do Poceir\u00e3o (s\u00f3 de mercadorias) teve por base, \u00a0a reorganiza\u00e7\u00e3o da CP em unidades de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta reorganiza\u00e7\u00e3o resultou a extin\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito de m\u00e1quinas do Barreiro e o consequente abandono de todos os servi\u00e7os,\u00a0 referentes \u00e1 forma\u00e7\u00e3o e acompanhamento dos comboios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma,\u00a0 o p\u00f3lo ferrovi\u00e1rio do Barreiro viu-se amputado da sua maior riqueza: os trabalhadores.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos mais de 1500 \u00a0que em 1992 \u00a0\u00a0operavam no sector, restam hoje, por for\u00e7a da divis\u00e3o da CP em Soflusa, EMEF e REFER, cerca de 300.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dep\u00f3sito de locomotivas e carruagens (junto \u00e0s gares da esta\u00e7\u00e3o) passaram a albergar as locomotivas que entretanto foram abatidas ao servi\u00e7o, bem como material rebocado sem utilidade comercial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O abate \u00a0indiscriminado de locomotivas e automotoras afectas ao parque diesel da CP, levou a que fossem deixadas ao abandono, permitindo o vandalismo e roubo de pe\u00e7as que agora inviabilizam o seu funcionamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso flagrante \u00e9 o da locomotiva Alco 1501, estacionada recentemente na rotunda do dep\u00f3sito, a qual, \u00a0em consequ\u00eancia de uma vigil\u00e2ncia inadequada, foi v\u00edtima de actos de vandalismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante v\u00e1rios anos todo este material circulante, foi votado ao completo abandono, tendo sido \u00a0totalmente saqueado. Tudo que era cobre e alum\u00ednio desapareceu sem deixar rasto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 depois do material circulante estar praticamente todo destru\u00eddo \u00e9 que foram tomadas algumas medidas, nomeadamente, esconder as carruagens na esta\u00e7\u00e3o do Pinheiro e colocar seguran\u00e7as no Barreiro (onde foram colocadas as locomotivas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, estas medidas tardias, s\u00f3 foram tomadas, pelo facto de a parte das locomotivas j\u00e1 se encontrarem vendidas ao Pa\u00eds dos \u201cpampas\u201d a Argentina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 por isso, foi tomada consci\u00eancia da necessidade de preservar, caso contr\u00e1rio, se tivessem permanecido na mesma situa\u00e7\u00e3o, por mais dois meses que fosse, e j\u00e1 nem haveria material que pudesse ser reparando e vendido \u00e0 Argentina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 claro que, com o fim do dep\u00f3sito de m\u00e1quinas e da explora\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria, parte dos edif\u00edcios foram tamb\u00e9m abandonados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Armaz\u00e9m regional, rotunda, oficinas e muitos armaz\u00e9ns e val\u00eancias foram assim encerrados, \u00a0alguns at\u00e9 emparedados, deixando de ter a fun\u00e7\u00e3o e a utilidade que tinham at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E foi desta forma que em \u00a02004 \u00a0ficou reduzida a explora\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria no Barreiro, que passou a ser composta \u00a0apenas por um posto de trac\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o afectos \u00e1 unidade de neg\u00f3cios CP Lisboa, \u00a0que assegura a explora\u00e7\u00e3o e funcionamento da linha do Sado, agora electrificada, \u00a0com novos apeadeiros e com material circulante transferido da linha de Sintra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de todos os interessados reconhecerem a sua utilidade, \u00a0pairou sobre a linha do Sado a amea\u00e7a do fim da explora\u00e7\u00e3o do tro\u00e7o entre Pinhal Novo e Praias do Sado, conforme se pode constatar pela leitura do \u00a0plano estrat\u00e9gico \u201cCP L\u00edder 2010\u201d, que o \u00a0reputa como sendo uma \u201ciniciativa de Alta-prioridade\u201d e de \u201cf\u00e1cil implementa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar das amea\u00e7as do fim da explora\u00e7\u00e3o, a conclus\u00e3o da electrifica\u00e7\u00e3o do tro\u00e7o Pinhal Novo \u2013 Barreiro, bem como as obras complementares que lhe est\u00e3o subjacentes, nomeadamente, renova\u00e7\u00e3o de esta\u00e7\u00f5es e apeadeiros, revestiram e revestem<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">uma \u00a0enorme import\u00e2ncia para popula\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A entrada em funcionamento da\u00a0 total electrifica\u00e7\u00e3o entre Barreiro e Praias do Sado, no final do ano de 2008, demonstrou quanto valeu a pena n\u00e3o baixar os bra\u00e7os, e avan\u00e7ar com as mais \u00a0diversificadas ac\u00e7\u00f5es promovidas pela \u00a0Comiss\u00e3o de Utentes da Linha do Sado, pelas \u00a0estruturas representativas dos trabalhadores e das pelas autarquias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A concretiza\u00e7\u00e3o da moderniza\u00e7\u00e3o e a electrifica\u00e7\u00e3o da Linha do Sado ficou assim a dever-se, no essencial, \u00e0 luta dos utentes, dos trabalhadores e do Poder Local democr\u00e1tico da Pen\u00ednsula de Set\u00fabal, apesar de em declara\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio das Obras P\u00fablicas e dos Transportes e da pr\u00f3pria REFER estas chegaram a estar dependentes dos estudos sobre a terceira travessia do Tejo e da viabiliza\u00e7\u00e3o do TGV, que n\u00e3o podem ser postas em causa pelo que representam para o desenvolvimento econ\u00f3mico, assim como para a cria\u00e7\u00e3o de emprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Popula\u00e7\u00f5es, utentes e trabalhadores, os seus movimentos e organiza\u00e7\u00f5es, Autarquias Locais e outras institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, saber\u00e3o dar resposta atempada contra a privatiza\u00e7\u00e3o da linha do Sado, bem como contra o fecho das oficinas no Barreiro e o fim dos cerca de 200 postos de trabalho da EMEF, mencionados no plano e or\u00e7amento para 2011 da CP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A concretizar-se esta inten\u00e7\u00e3o da CP, \u00a0o Barreiro ficaria apenas com\u00a0 cerca de 80 postos de trabalho da linha do Sado e mesmo estes desaparecer\u00e3o com a constru\u00e7\u00e3o da TTT e a \u00a0prov\u00e1vel privatiza\u00e7\u00e3o da Linha do Sado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Concelho do Barreiro, com 150 anos hist\u00f3ria de ferrovi\u00e1rios, fica despojado deste sector da popula\u00e7\u00e3o, ficando a ver\u00a0 \u201cpassar comboios\u201d, (agora na nova gare do sul).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto aos \u00a0comboios de alta velocidade, nem sequer vamos poder acenar com um len\u00e7o branco, porque passam por baixo do ch\u00e3o no trajecto a fazer no nosso Concelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para inverter este quadro dram\u00e1tico,\u00a0 deve ser tida em conta uma nova \u00a0perspectiva de moderniza\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00e3o no Barreiro de uma nova unidade oficinal para manuten\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o de todo material motor da rede convencional da \u00e1rea metropolitana de Lisboa, conforme chegou a ser anunciada pela Ex\u00aa\u00a0 Secret\u00e1ria dos Transportes, Dr\u00aa \u00a0Ana Paula Vitorino e pela REFER.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Barreiro, ficaria assim com duas novas oficinas: uma destinada \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dos comboios de \u00a0alta velocidade e outra, destinada aos \u00a0comboios convencionais, assegurando-se a continuidade dos postos de trabalho, dos saberes e experi\u00eancia adquiridos ao longo dos 150 anos de comboios no Barreiro, mantendo-se, renovada \u00e9 certo, a caracter\u00edstica de cidade ferrovi\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 \u00a0justo que o continue a ser no futuro, mantendo-se a tradi\u00e7\u00e3o e adequando-se os meios \u00e0s necessidades dos tempos modernos, sem perdermos o nosso lugar na hist\u00f3ria dos comboios no Barreiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A realidade ferrovi\u00e1ria faz parte da mem\u00f3ria,da hist\u00f3ria e da identidade do Barreiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo em conta o \u00a0interesse p\u00fablico, municipal e nacional, \u00e9 poss\u00edvel \u00a0classificar todo o Patrim\u00f3nio \u00a0material, imaterial e t\u00e9cnico ferrovi\u00e1rio do Barreiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A possibilidade de cria\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo museol\u00f3gico ferrovi\u00e1rio, integrado numa rede do Centro hist\u00f3rico do\u00a0 patrim\u00f3nio industrial, a funcionar em sintonia com o programa do MNF \u2013 Museu Nacional Ferrovi\u00e1rio, com sede no Entroncamento, poder\u00e1 ser uma forma de preservar a nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bastar\u00e1, para tanto, que as entidades p\u00fablicas e privadas, municipais e nacionais, tomem as devidas precau\u00e7\u00f5es para evitar a degrada\u00e7\u00e3o do material actualmente ainda existente, reduzindo, dessa forma, os custos com a sua futura recupera\u00e7\u00e3o para integra\u00e7\u00e3o no n\u00facleo museol\u00f3gico ferrovi\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os edif\u00edcios presentes na \u00e1rea envolvente do dep\u00f3sito de m\u00e1quinas, nomeadamente o armaz\u00e9m regional, a rotunda de locomotivas e \u00e1reas desafectadas das oficinas, constituem espa\u00e7os adequados para exposi\u00e7\u00f5es sobre a tem\u00e1tica ferrovi\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta \u00e1rea, seria poss\u00edvel preservar a mem\u00f3ria dos ferrovi\u00e1rios, a hist\u00f3ria oficinal do Barreiro, bem como a mem\u00f3ria das profiss\u00f5es (\u00fanicas) que foram criadas pela implementa\u00e7\u00e3o do \u00a0caminho de ferro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 poss\u00edvel,e tem um enorme \u00a0interesse, \u00a0dotar a velha rotunda com locomotivas em estado de marcha, com vista a organiza\u00e7\u00e3o de recria\u00e7\u00e3o de \u00a0viagens hist\u00f3ricas nas linhas a Sul e Sueste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, existem variadas pe\u00e7as com interesse hist\u00f3rico, nomedamente, \u00a0um guindaste a vapor, pe\u00e7a \u00fanica da arqueologia industrial, que se encontra junto \u00e0 Rua Miguel Bombarda e que foi usado at\u00e9 1969, no carregamento do carv\u00e3o destinado ao abastecimento dos \u201ctenders\u201d das locomotivas a vapor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se em mat\u00e9ria de pe\u00e7as e m\u00e1quinas, a sua exist\u00eancia est\u00e1 devidamente comprovada, \u00e9 importante n\u00e3o esquecer o patrim\u00f3nio edificado, como \u00e9 o caso \u00a0dos edif\u00edcios Ferrovi\u00e1rios, nomeadamente, a Esta\u00e7\u00e3o Centen\u00e1ria, inaugurada em 1884 do Barreiro Mar; a frontaria da antiga Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria, actual edif\u00edcio da EMEF, doca, rotunda (antigas cocheiras das locomotivas a vapor), armaz\u00e9m regional, antigo edif\u00edcio da Regi\u00e3o, antigo armaz\u00e9m de viveres, Bairro Ferrovi\u00e1rio, dep\u00f3sitos de \u00e1gua etc etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dezenas de outras pe\u00e7as de menor envergadura, material das oficinas e outros, encontram-se ainda no Barreiro, integrando o legado \u00a0Patrim\u00f3nio Ferrovi\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem, de facto, diversas e variadas pe\u00e7as de inquestion\u00e1vel interesse hist\u00f3rico e arqueol\u00f3gico, embora, se nada for feito num curto espa\u00e7o de tempo, se preveja \u00a0a dissipa\u00e7\u00e3o total deste legado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Barreiro foi, ao longo dos anos, \u00a0considerado como a \u201cCatedral do Diesel\u201d pelos ferrovi\u00e1rios, pelo que \u00a0tamb\u00e9m este segmento deveria ser preservado,\u00a0 promovendo-se a repara\u00e7\u00e3o das \u00a0unidades t\u00e9rmicas restantes, cujo futuro, apesar do seu interesse \u00a0hist\u00f3rico, se prev\u00ea venha a ser \u00a0a venda a sucateiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente, \u00a0na opini\u00e3o de \u00a0muitos altos respons\u00e1veis, \u00a0n\u00e3o existe material suficiente \u00a0nem condi\u00e7\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo hist\u00f3rico ferrovi\u00e1rio, pese embora a pequena resenha que se fez acima, sobre o que ainda \u00a0existe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, a possibilidade da cria\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo desta natureza, nem t\u00e3o pouco \u00a0foi mencionado no discurso de tomada de posse do primeiro Presidente da Funda\u00e7\u00e3o que det\u00e9m o Museu Nacional Ferrovi\u00e1rio o Sr. Dr. \u00a0Carlos Fraz\u00e3o, tendo sido completamente \u00a0ignorado a exist\u00eancia do Barreiro e toda a sua hist\u00f3ria ferrovi\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 evidente, para quem quer ver, que o Barreiro det\u00e9m ainda um enorme patrim\u00f3nio Ferrovi\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ignorar esta realidade, \u00e9 ignorar toda a hist\u00f3ria feita por homens e mulheres que trabalharam nos caminhos de ferro; \u00e9 ignorar a import\u00e2ncia econ\u00f3mica e social das v\u00e1rias profiss\u00f5es exercidas ao servi\u00e7o do Caminho de Ferro, tais como maquinistas, revisores, guarda fios, serralheiros, mec\u00e2nicos, electricistas, factores, chefe de esta\u00e7\u00e3o, manobradores, guarda freios, etc etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os quais, atrav\u00e9s dos seus instrumentos espec\u00edficos de trabalho, como \u00e9 o caso do c\u00e9lebre \u00a0\u201cJ \u201c, contribu\u00edram para a constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria colectiva de um Povo, o Povo do Barreiro, a que acrescentam o colorido das suas hist\u00f3rias e aventuras, pois qualquer Ferrovi\u00e1rio tem sempre uma \u201cest\u00f3ria\u201d para contar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEst\u00f3rias\u201d feitas de trabalho, labuta, luta, dor, mas tamb\u00e9m muitas alegrias e orgulho de pertencer a uma classe profissional que mudou a face do Barreiro, a partir de 1954.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se todas estas pe\u00e7as, estas mem\u00f3rias, n\u00e3o chegam para criar no Barreiro um n\u00facleo Museol\u00f3gico Ferrovi\u00e1rio, ent\u00e3o o que fazer com a mem\u00f3ria de destacados Ferrovi\u00e1rios Barreirenses que participaram activamente na vida c\u00edvica e politica do Barreiro e do Pa\u00eds, dos quais se destacam: Miguel Correia, dirigente da CGT anarquista e \u201co maior agitador Ferrovi\u00e1rio que houve em Portugal\u201d, segundo alguns historiadores; mais recentemente, Germano Madeira e Manuel Cabanas. Isto s\u00f3 para citar alguns.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o podemos igualmente esquecer a interven\u00e7\u00e3o c\u00edvica de muitos ferrovi\u00e1rios, ilustres an\u00f3nimos, que fundaram (e, nalguns casos ainda participam) v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es e colectividades, como \u00e9 o caso da Associa\u00e7\u00e3o de Classe Metal\u00fargica e Artes Anexas, em 1903, formada essencialmente por oper\u00e1rios Ferrovi\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou os que fundaram a Associa\u00e7\u00e3o Humanit\u00e1ria dos Bombeiros Volunt\u00e1rios do Sul e Sueste; a Casa dos Ferrovi\u00e1rios, actual sede do Sindicado dos Ferrovi\u00e1rios, actualmente j\u00e1 em processo de degrada\u00e7\u00e3o; a Cooperativa Cultural\u00a0 Popular Barreirense e o Instituto dos Ferrovi\u00e1rios; o Grupo Desportivo dos Ferrovi\u00e1rios que tem tido enorme import\u00e2ncia ao n\u00edvel do Desporto Nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 que tudo isto n\u00e3o constitui material mais que suficiente para criar um n\u00facleo museol\u00f3gico Ferrovi\u00e1rio?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um N\u00facleo que seja mais que um simples armaz\u00e9m de m\u00e1quinas antigas, cheias de p\u00f3 e que abre uma vez por ano como \u00e9 o de Estremoz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um N\u00facleo vivo, com pessoas e m\u00e1quinas ainda a trabalhar onde seja poss\u00edvel, atrair, por exemplo, um sector determinado do turismo denominado por \u201cturismo ferrovi\u00e1rio\u201d, impulsionado por associa\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais de entusiastas do Caminho de Ferro, que normalmente, gostam de ver a locomotiva 1810 a trabalhar; podendo dar \u201cuma voltinha\u201d com a 1225 e ouvir o roncar do motor diesel 1425.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um museu vivo onde os ferrovi\u00e1rios reformados possam ajudar a reparar a automotora 112; \u00a0onde se possam realizar pequenas viagens tur\u00edsticas de comboio a partir do Barreiro com material diesel j\u00e1 fora de servi\u00e7o; onde sejam relembradas as artes e of\u00edcios, e mem\u00f3rias de muitos ferrovi\u00e1rios, que, no fundo s\u00e3o tamb\u00e9m as mem\u00f3rias colectivas de um Povo. O Povo do Barreiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Jos\u00e9 Encarna\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do Barreiro partiram os primeiros comboios que um dia chegariam ao Alentejo profundo e ao Algarve, encabe\u00e7ando todas as linhas e ramais a sul do Tejo. Desde cedo foi o principal dep\u00f3sito de todas as locomotivas que nelas circulavam. 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