{"id":10426,"date":"2013-10-09T00:08:53","date_gmt":"2013-10-08T23:08:53","guid":{"rendered":"http:\/\/barreiroweb.eu\/?p=10426"},"modified":"2013-10-09T01:04:33","modified_gmt":"2013-10-09T00:04:33","slug":"patrimonio-ferroviario-em-risco-o-caso-do-complexo-do-barreiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/?p=10426","title":{"rendered":"Patrim\u00f3nio Ferrovi\u00e1rio em Risco, o Caso do Complexo do Barreiro"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: right;\">\n<div>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Jorge Cust\u00f3dio | Professor de Arqueologia Industrial, Faculdade de Ci\u00eancias Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O abandono do complexo ferrovi\u00e1rio do Barreiro significa n\u00e3o proteger uma heran\u00e7a cultural oitocentista., desde sempre relevante na Hist\u00f3ria e progresso do pa\u00eds.<\/b><i><br clear=\"all\" \/><\/i><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>A Comunica\u00e7\u00e3o Social portuguesa e estrangeira tem vindo a interessar-se, ultimamente, por alguns dos principais problemas da preserva\u00e7\u00e3o, salvaguarda e conserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f3nio dos caminhos-de-ferro portugueses.<\/p>\n<p>O caso do abandono do complexo ferrovi\u00e1rio do Barreiro veio a lume porque um grupo de cidad\u00e3os criou o Movimento C\u00edvico para a Salvaguarda do Patrim\u00f3nio Ferrovi\u00e1rio naquela cidade. Este Movimento tem como objectivo principal sensibilizar e intervir na protec\u00e7\u00e3o da heran\u00e7a cultural ferrovi\u00e1ria, amea\u00e7ada desde 1998, com o encerramento da Esta\u00e7\u00e3o Fluvial oitocentista e cuja espiral de degrada\u00e7\u00e3o e desinteresse p\u00fablico culmina na actual desocupa\u00e7\u00e3o do bairro de 23 moradias oper\u00e1rias unifamiliares, datado de 1933-1935.<\/p>\n<p>O complexo ferrovi\u00e1rio do Barreiro \u00e9 um conjunto de interesse cultural, que tanto os Comboios de Portugal(CP), como a Rede Ferrovi\u00e1ria Nacional (REFER), como ainda a Empresa de Manuten\u00e7\u00e3o de Equipamento Ferrovi\u00e1rio (EMEFE) retiraram do seu horizonte de interesses de explora\u00e7\u00e3o, muito embora reconhe\u00e7am o valor hist\u00f3rico, sem as imediatas consequ\u00eancias quanto \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do respectivo Patrim\u00f3nio.<\/p>\n<p>O desinvestimento no Barreiro nasceu com a travessia ferrovi\u00e1ria do Tejo, a electrifica\u00e7\u00e3o da rede ferrovi\u00e1ria entre Pinhal Novo e Faro,o encerramento das oficinas da trac\u00e7\u00e3o a diesel e o hist\u00f3rico imbr\u00f3glio do TGV, cujo &#8220;fantasma&#8221; pesou e ainda pesa sobre a Ind\u00fastria, a Economia e a Sociedade barreirenses. Durante os \u00faltimos catorze anos (1998-2012), que medidas foram tomadas para a salvaguarda dos valores da identidade e da mem\u00f3ria do Barreiro ferrovi\u00e1rio? Meia d\u00fazia de inten\u00e7\u00f5es e a participa\u00e7\u00e3o num anivers\u00e1rio centen\u00e1rio. Quase nada!<\/p>\n<p>Na Hist\u00f3ria dos caminhos-de-ferro portugueses h\u00e1 um ineg\u00e1vel paralelismo na constru\u00e7\u00e3o da rede ferrovi\u00e1ria tanto do Leste\/Norte, como do Sul e Sueste. Tr\u00eas anos medeiam a chegada ao Carregado (1856) e a inaugura\u00e7\u00e3o da Linha do Sul, no Barreiro (1859), ambas por D. Pedro V. Lisboa e Barreiro partilham a epopeia da constru\u00e7\u00e3o da rede acelerada de transportes em Portugal e, como \u00e9 l\u00f3gico, a moderniza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A inaugura\u00e7\u00e3o oficial da Linha do Sul (1859), a constru\u00e7\u00e3o da primeira esta\u00e7\u00e3o de caminhos-de-ferro (1859), o in\u00edcio da actividade comercial (1861), as decis\u00f5es que marcaram a constru\u00e7\u00e3o da rede do Sul e Sueste (1860-1864) foram factores da moderna identidade industrial do Barreiro, antes mesmo do estabelecimento da CUF (1908), influindo na din\u00e2mica de uma regi\u00e3o e na constru\u00e7\u00e3o do mercado nacional. Estes aspectos valorizaram historicamente o Patrim\u00f3nio ferrovi\u00e1rio do Barreiro como esta\u00e7\u00e3o terminal e ainda como esta\u00e7\u00e3o fluvial, dado que tardou a constru\u00e7\u00e3o da travessia ferrovi\u00e1ria do Tejo, obrigando os passageiros e as mercadorias a percorrem o Tejo e o Mar da Palha para circularem para os seus diferentes destinos. As transforma\u00e7\u00f5es ocorridas durante 150 anos transformaram o Barreiro numa cidade ferrovi\u00e1ria e, durante esse per\u00edodo, definiu-se o seu Patrim\u00f3nio como &#8220;dom\u00ednio p\u00fablico ferrovi\u00e1rio&#8221;, enquanto bens de valor econ\u00f3mico e social ao servi\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o portuguesa. O reconhecimento destes bens em fun\u00e7\u00e3o do seu valor cultural \u00e9, todavia, mais recente. A discuss\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o futura do Museu Ferrovi\u00e1rio e a luta pela sua cria\u00e7\u00e3o no Barreiro (1970-1990), o conflito gerado pela decis\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o do museu no Entroncamento (1991), o processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o do Barreiro (vis\u00edvel desde 1980), a valoriza\u00e7\u00e3o cultural e social do Patrim\u00f3nio Industrial (1977-1985) permitiram a consciencializa\u00e7\u00e3o dos principais valores do Patrim\u00f3nio ferrovi\u00e1rio, n\u00e3o apenas como vest\u00edgios materiais da hist\u00f3rica barreirense, mas do pr\u00f3prio pa\u00eds. Esta consci\u00eancia assume a forma de movimento c\u00edvico no decurso dos \u00faltimos meses, embora estivesse latente h\u00e1 j\u00e1 alguns anos. A celebra\u00e7\u00e3o dos 150 Anos dos Caminhos de Ferro do Barreiro contribuiu para a afirma\u00e7\u00e3o de uma vontade social e dos contornos da luta cultural para a invers\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o.<i><br clear=\"all\" \/><\/i><b><\/b><\/p>\n<p><b>&#8230;o processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o do Barreiro (vis\u00edvel desde 1980), a valoriza\u00e7\u00e3o cultural e social do Patrim\u00f3nio Industrial (1977-1985) permitiram a consciencializa\u00e7\u00e3o dos principais valores do Patrim\u00f3nio ferrovi\u00e1rio, n\u00e3o apenas como vest\u00edgios materiais da hist\u00f3rica barreirense, mas do pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/b><\/p>\n<div id=\"attachment_10428\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/barreiroweb.eu\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/esta\u00e7\u00e3o-sul-e-sueste.png\" rel=\"lightbox[10426]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10428\" class=\"size-medium wp-image-10428 \" alt=\"esta\u00e7\u00e3o sul e sueste\" src=\"http:\/\/barreiroweb.eu\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/esta\u00e7\u00e3o-sul-e-sueste-300x151.png\" width=\"300\" height=\"151\" srcset=\"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/esta\u00e7\u00e3o-sul-e-sueste-300x151.png 300w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/esta\u00e7\u00e3o-sul-e-sueste-342x173.png 342w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/esta\u00e7\u00e3o-sul-e-sueste.png 391w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10428\" class=\"wp-caption-text\">1-A nova Esta\u00e7\u00e3o do Caminho de Ferro do Sul<br \/>e Sueste. Inaugurada a 4 de Outubro de 1884.<br \/>Litografia de Alberto. O Occidente, 7.&#8221; Ano, vol. VII, n.&#8221; 210, 21 de Outubro de 1884, p. 236.<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_10429\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/barreiroweb.eu\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/esta\u00e7\u00e3o-sul-e-sueste2.png\" rel=\"lightbox[10426]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10429\" class=\"size-medium wp-image-10429 \" alt=\"esta\u00e7\u00e3o sul e sueste2\" src=\"http:\/\/barreiroweb.eu\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/esta\u00e7\u00e3o-sul-e-sueste2-300x154.png\" width=\"300\" height=\"154\" srcset=\"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/esta\u00e7\u00e3o-sul-e-sueste2-300x154.png 300w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/esta\u00e7\u00e3o-sul-e-sueste2-342x176.png 342w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/esta\u00e7\u00e3o-sul-e-sueste2.png 384w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10429\" class=\"wp-caption-text\">2 &#8211; Esta\u00e7\u00e3o Fluvial da Companhia de Ferro<br \/>do Sul e Sueste, no Barreiro. Fins do s\u00e9c.<br \/>XIX. Fotografia de Jorge de Almeida Lima.<br \/>Santa Apol\u00f3nia, depois da remo\u00e7\u00e3o da gare de<br \/>arquitectura do ferro.<\/p><\/div>\n<p>Todavia, por raz\u00f5es de pol\u00edtica ferrovi\u00e1ria nacional e europeia, na sequ\u00eancia das mudan\u00e7as econ\u00f3micas e financeiras a n\u00edvel internacional, acentuaram-se, nos \u00faltimos anos, outras tend\u00eancias que assaltaram a estrutura tradicional do sistema ferrovi\u00e1rio portugu\u00eas, sistema que plasmou a identidade ferrovi\u00e1ria do Barreiro num s\u00e9culo e meio (1859-2009). O desenvolvimento da travessia da Ponte 25 de Abril e a constru\u00e7\u00e3o de um novo terminal de carreiras fluviais iniciaram um processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria, o que no contexto cultural actual significa o abandono da sua heran\u00e7a social ferrovi\u00e1ria e dos valores inerentes ao Patrim\u00f3nio dos caminhos-de-ferro<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O abandono \u00e9 apontado como a atitude por excel\u00eancia deste caso. Mas observando o complexo ferrovi\u00e1rio do Barreiro \u00e0 luz da teoria e da \u00e9tica patrimonial, n\u00e3o se trata t\u00e3o-somente de abandono, mas tamb\u00e9m de vandalismo, cometido em diferentes momentos da Hist\u00f3ria recente, com o benepl\u00e1cito das empresas (com diferente express\u00e3o na imprensa social), de degrada\u00e7\u00e3o consciente e inconsciente de bens de dom\u00ednio p\u00fablico, de sucessivos atrasos na reorienta\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas ferrovi\u00e1rias de protec\u00e7\u00e3o e salvaguarda deste Patrim\u00f3nio. Ali\u00e1s, o modelo hist\u00f3rico da atitude de abandono das antigas estruturas ferrovi\u00e1rias e de Material circulante anda associado ao modelo de desinvestimento na rede ferrovi\u00e1ria portuguesa. Em Portugal tornou-se proverbial e sem retorno, embora as obriga\u00e7\u00f5es sociais e culturais das empresas ferrovi\u00e1rias n\u00e3o possam ser aligeiradas, dado que trabalham tanto por via das infra-estruturas da via e obra, como do material circulante com bens do dom\u00ednio p\u00fablico ferrovi\u00e1rio, dos quais t\u00eam que dar conta a todo o pa\u00eds. Na realidade, o que acontece \u00e9 que \u00e0 medida que encerram linhas ferrovi\u00e1rias ficam infra-estruturas ao abandono, alienam-se outras sem uma an\u00e1lise do seu valor cultural e das poss\u00edveis vantagens econ\u00f3micas, sociais e culturais no futuro, numa atitude de desinteresse que faz parte integrante das pol\u00edticas patrimoniais das empresas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A inexist\u00eancia de um sistema integrado de protec\u00e7\u00e3o dos bens culturais ferrovi\u00e1rios corre a par da aus\u00eancia de pol\u00edticas patrimoniais para a sua salvaguarda e conserva\u00e7\u00e3o em Portugal. A REFER procurou recentemente inverter esta situa\u00e7\u00e3o estabelecendo um protocolo com o Instituto de Habita\u00e7\u00e3o e Reabilita\u00e7\u00e3o Urbana &#8211; talvez como reac\u00e7\u00e3o ao modelo anterior desenvolvido com a cria\u00e7\u00e3o da INVESFER. O problema radicava na aliena\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f3nio de dom\u00ednio p\u00fablico em patrim\u00f3nio privado das empresas, fazendo perpetuar situa\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios imobili\u00e1rios que se tornaram frequentes depois de 1997.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>&#8230;o que acontece \u00e9 que <\/b><b>\u00e0 medida que encerram <\/b><b>linhas ferrovi\u00e1rias <\/b><b>ficam infra-estruturas <\/b><b>ao abandono, alienam&#8211;se outras sem uma <\/b><b>an\u00e1lise do seu valor <\/b><b>cultural e das poss\u00edveis <\/b><b>vantagens econ\u00f3micas, sociais e culturais no futuro, numa atitude de desinteresse que faz parte integrante das pol\u00edticas patrimoniais das empresas.<\/b><\/p>\n<div id=\"attachment_10427\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/barreiroweb.eu\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/rotuda.png\" rel=\"lightbox[10426]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10427\" class=\"size-medium wp-image-10427 \" alt=\"rotuda\" src=\"http:\/\/barreiroweb.eu\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/rotuda-300x219.png\" width=\"300\" height=\"219\" srcset=\"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/rotuda-300x219.png 300w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/rotuda-342x250.png 342w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/rotuda-60x45.png 60w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/rotuda-90x65.png 90w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/rotuda.png 381w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10427\" class=\"wp-caption-text\">3-Rotunda das Locomotivas do Barreiro.<br \/>Primeira d\u00e9cada do s\u00e9c. XXI. Fotografia publicada<br \/>no s\u00edtio do Movimento C\u00edvico para a Salvaguarda do<br \/>Patrim\u00f3nio Ferrovi\u00e1rio, Julho, 2012.<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_10430\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/barreiroweb.eu\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ferroviarios.png\" rel=\"lightbox[10426]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10430\" class=\"size-medium wp-image-10430 \" alt=\"ferroviarios\" src=\"http:\/\/barreiroweb.eu\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ferroviarios-300x220.png\" width=\"300\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ferroviarios-300x220.png 300w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ferroviarios-342x251.png 342w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ferroviarios-60x45.png 60w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ferroviarios-90x65.png 90w, https:\/\/arquivo.barreiroweb.net\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ferroviarios.png 379w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10430\" class=\"wp-caption-text\">4- Identidade, epopeia e orgulho ferrovi\u00e1rio.<br \/>Grupo do pessoal do Dep\u00f3sito do Barreiro.<br \/>Lisboa, 1931. Fotografia de Lu\u00eds Schepens.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, a Funda\u00e7\u00e3o Museu Nacional Ferrovi\u00e1rio, enrodilhada nas suas teias pol\u00edticas e burocr\u00e1ticas, n\u00e3o encontrou solu\u00e7\u00f5es que garantissem a intelig\u00eancia da transforma\u00e7\u00e3o dos bens do Barreiro num N\u00facleo do Museu Nacional do Ferrovi\u00e1rio, uma solu\u00e7\u00e3o mais eficaz para uma reorienta\u00e7\u00e3o ou reorganiza\u00e7\u00e3o do conceito de Museu Ferrovi\u00e1rio portugu\u00eas e da consequente salvaguarda e conserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f3nio im\u00f3vel e do material circulante do Barreiro, de interesse cultural (mais apostado na trac\u00e7\u00e3o a diesel). A FMNF nem vislumbrou ainda que s\u00f3 pode ser um museu de excel\u00eancia quando definir uma pol\u00edtica consequente para o Patrim\u00f3nio ferrovi\u00e1rio nacional, como ali\u00e1s se encontra expresso nos seus Estatutos (2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O deficit de interven\u00e7\u00e3o do poder local no processo de valoriza\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f3nio industrial do munic\u00edpio \u00e9 outro dos problemas. N\u00e3o \u00e9 por acaso que o movimento c\u00edvico chama a aten\u00e7\u00e3o para as responsabilidades da autarquia (verea\u00e7\u00e3o camar\u00e1ria e assembleia municipal) nesta mat\u00e9ria. H\u00e1 anos que t\u00e9cnicos da C\u00e2mara Municipal do Barreiro e diversos colaboradores t\u00eam chamado a aten\u00e7\u00e3o para a aus\u00eancia de uma pol\u00edtica patrimonial do munic\u00edpio, requerendo n\u00e3o s\u00f3 &#8220;palavras&#8221;, mas actos, como a inscri\u00e7\u00e3o no Plano Director Municipal dos bens industriais e ferrovi\u00e1rios do Barreiro e a pr\u00f3pria classifica\u00e7\u00e3o dos &#8220;monumentos&#8221; da Hist\u00f3ria ferrovi\u00e1ria, como s\u00e3o as Oficinas Gerais da CP (com adapta\u00e7\u00e3o da mais antiga esta\u00e7\u00e3o terminal ferrovi\u00e1ria do pa\u00eds a espa\u00e7o oficinal, em 1884), a Esta\u00e7\u00e3o Fluvial Ferrovi\u00e1ria (1884), os bairros sociais da CP e a Rotunda das Locomotivas (constru\u00eddas em 1884 e remodeladas em 1960).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 necess\u00e1rio ter presente que o conceito de Patrim\u00f3nio Ferrovi\u00e1rio evoluiu nos \u00faltimos 15 anos para se poder entender o que estamos a dizer. Nos \u00faltimos anos, assistiu-se a uma mudan\u00e7a de atitude internacional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 salvaguarda e conserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f3nio Ferrovi\u00e1rio. Uma aut\u00eantica mudan\u00e7a de paradigma, que n\u00e3o privilegia apenas o Patrim\u00f3nio arquitect\u00f3nico e o material circulante abatido, mas acima de tudo o pr\u00f3prio valor econ\u00f3mico do Patrim\u00f3nio hist\u00f3rico ferrovi\u00e1rio, em termos de Turismo cultural e de conserva\u00e7\u00e3o e restauro do material circulante. N\u00e3o \u00e9 por acaso que a Gr\u00e3-Bretanha est\u00e1 na linha da frente, n\u00e3o apenas com um dos mais importantes museus do mundo, mas porque se restaurou uma locomotiva a vapor por ano, porque a burocracia n\u00e3o dificulta a circula\u00e7\u00e3o de comboios hist\u00f3ricos, como acontece em Portugal. Estes factos d\u00e3o raz\u00e3o \u00e0s diferentes cl\u00e1usulas da Carta de Riga (2005) que passou a ser o instrumento de aferi\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de valoriza\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f3nio Ferrovi\u00e1rio dos diferentes pa\u00edses. Sendo a cultura ferrovi\u00e1ria de car\u00e1cter universal, face ao cariz industrial dos bens ferrovi\u00e1rios, um pa\u00eds que n\u00e3o proteja o seu Patrim\u00f3nio Ferrovi\u00e1rio atrasa-se na valoriza\u00e7\u00e3o dos seus bens culturais. Mas aqui tamb\u00e9m o problema n\u00e3o \u00e9 apenas das empresas ferrovi\u00e1rias, nem da Funda\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema da Direc\u00e7\u00e3o-Geral do Patrim\u00f3nio Cultural, que n\u00e3o tem qualquer pol\u00edtica consequente para o Patrim\u00f3nio Industrial, nem Ferrovi\u00e1rio, vivendo ainda da heran\u00e7a que recebeu da 1\u00aa Rep\u00fablica, do Estado Novo e do p\u00f3s 25 de Abril (resultados da pol\u00edtica patrimonial realizada pelos institutos do Patrim\u00f3nio e DGEMN dos anos 1980 a 2007).<\/p>\n<p><b><i>\u00a0Texto publicado na revista P&amp;C N\u00b0S3 <\/i>| <i>Julho &gt; Dezembro 2012 <\/i><\/b><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b><i><\/i><\/b>\u00a0<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Cust\u00f3dio | Professor de Arqueologia Industrial, Faculdade de Ci\u00eancias Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa O abandono do complexo ferrovi\u00e1rio do Barreiro significa n\u00e3o proteger uma heran\u00e7a cultural oitocentista., desde sempre relevante na Hist\u00f3ria e progresso do pa\u00eds. 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